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Zezé Polessa se emociona ao explicar bandeira do feminismo

Zezé Polessa emociona ao discutir feminismo inspirado em Nara Leão, ressaltando violência de gênero e a necessidade de atuação prática

Zezé Polessa é a convidada do programa semanal da coluna GENTE - (Reprodução/VEJA)
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  • Zezé Polessa, aos 72 anos, é a convidada da coluna GENTE e fala sobre a peça Os Olhos de Nara Leão, em cartaz no Teatro Clara Nunes, no Rio de Janeiro.
  • A atriz explica que Nara Leão inspira o espetáculo e que a peça permite que ela seja “a Nara do futuro”, abrindo espaço para que a intérprete seja ela mesma no palco.
  • Sobre a relação de Nara com a Bossa Nova, Polessa comenta que a musa era tratada de forma machista pelos colegas, e relembra a frase de que “ela era a música” em vez de apenas musa.
  • Ela afirma ser feminista e ressalta a importância de enfrentar a violência contra a mulher, destacando que o movimento continua necessário na prática.
  • Em relação à vida pessoal, Polessa relata episódios de abuso em relacionamentos, aponta a importância da independência para sair de situações assim e menciona o desejo de atuar mais no cinema.

Zezé Polessa, 72 anos, é a convidada da coluna GENTE, em um programa semanal, para falar sobre sua trajetória artística. A atriz comenta a conhecer Nara Leão e a relação com a peça Os Olhos de Nara Leão, em cartaz no Teatro Clara Nunes, no Rio de Janeiro. O encontro ocorreu durante a pandemia de Covid-19, em conversa com Miguel Falabella.

A artista relembra a intenção de interpretar a cantora e compositoras da Bossa Nova, ressaltando a importância de Nara para a música, a cultura e a sociedade brasileiras de 1960 e 1970. A montagem dialoga com a visão de Nara sobre feminismo e liberdade artística, mantendo a essência da figura histórica.

Na entrevista, Polessa detalha a concepção da obra, que coloca Nara como protagonista de si mesma no futuro. A peça busca mostrar uma artista que enfrentou o machismo e o descrédito, ao mesmo tempo em que celebra a música que marcou a época.

NARA LEÃO NA PEÇA

Polessa explica que a montagem permite que a cantora apareça em cena de modo direto, quase como uma presença do futuro. A atriz comenta que o texto evita fingimentos teatrais, apresentando Nara de forma singular e autêntica, sem recorrer a personagens convencionais.

A intérprete destaca a passagem de Nara pelo movimento da Bossa Nova, marcado por resistência e críticas ao machismo da época. A peça propõe uma leitura biográfica que valoriza a música e a atuação de Nara, além de dialogar sobre o papel feminino no cenário cultural.

FEMINISMO NA PRÁTICA

A atriz afirma que se reconhece como feminista, diante das desigualdades e da violência de gênero ainda presentes. Polessa observa que Nara já defendia bandeiras feministas antes de o termo ganhar expressão pública, especialmente diante de um ambiente cultural dominado por homens.

Ela comenta episódios de violência e desrespeito que vivenciou, destacando a importância da educação, da autonomia e da defesa de direitos. A leitura enfatiza que a luta feminista se mantém necessária para enfrentar estruturas machistas enraizadas.

RELACIONAMENTOS E CARREIRA

Polessa recorda experiências de relacionamentos difíceis, incluindo insultos recebidos que marcaram sua juventude. A atriz enfatiza a influência da educação e do meio universitário na formação de sua autonomia para enfrentar situações adversas.

Sobre a carreira, a artista afirma que a televisão limitou seu cinema por algum tempo, mas vê o cenário nacional em crescimento. Ela ressalta que pretende retornar ao cinema, aproveitando o momento favorável para produções nacionais.

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