- No Rio Fashion Week, os figurinos da novela A Nobreza do Amor foram à passarela, apresentando moda afro na apresentação.
- O desfile, conduzido pelo diretor Igor Verde, enfatizou símbolos de nobreza e valores afro para mudar o referencial do presente e projetar futuros.
- Aconteceu com a participação de atores da novela na passarela, misturando personagem e modelo para reforçar a narrativa.
- Eloyá Amorim trouxe o afrofuturismo, deslocando a estética afro do campo da memória para a projeção de novos cenários e protagonismo.
- A tendência atual valoriza pertencimento e resistência, rompendo padrões eurocêntricos e propondo inspirações que podem orientar roupas do cotidiano.
A passarela do Rio Fashion Week ganhou presença de peso ao transformar figurinos de uma novela da Globo em demonstração de afrofuturismo. A ação levou a narrativa de A Nobreza do Amor ao centro da cena fashion, conectando televisão, moda e cultura afro em um único palco.
Conduzido pelo diretor e roteirista Igor Verde, o desfile apresentou acervo de personagens da novela como elementos de uma estética contemporânea. Segundo Verde, a iniciativa busca construir símbolos de nobreza e ancestralidade a partir de referências afro, alterando a percepção do presente.
A proposta também contou com a participação de Eloyá Amorim, designer que trabalha com afrofuturismo. Ela enfatiza que o futuro da moda afro deve ir além do resgate e assumir protagonismo, usando a tradição como ponto de partida para propostas futuras.
Desfile e significado
A presença dos atores na passarela aproximou personagem e modelo, reforçando a ideia de que a moda pode virar manifesto estético. O evento marcou o primeiro desfile temático de uma novela da TV Globo durante uma semana de moda, reconhecendo a teledramaturgia como agente de estética e valores no Brasil.
O eixo entre passado, presente e futuro é apontado como central pela equipe criativa. A moda afro é apresentada como linguagem que traduz pertencimento, autonomia e resistência, rompendo com padrões eurocêntricos e abrindo espaço para novos imaginários.
Além da passarela
A narrativa aponta para aplicação prática no cotidiano: tecidos naturais com textura, grafismos africanos, acessórios marcantes e silhuetas que valorizam o corpo. Cores terrosas, dourados e tons vibrantes completam o repertório, reforçando a ideia de vestir com significado.
A cobertura também destaca que a estética não deve ficar restrita à passarela e pode inspirar escolhas diárias. A tendência fortifica a noção de que a moda conectada à raiz cultural transforma não apenas o mundo, mas também o modo como ele é visto.
Entre na conversa da comunidade