- Napoleon Jones-Henderson (nascido em 1943, Chicago) foi membro fundador do AfriCOBRA, grupo que produz imagens gráficas e cores chamativas para expressar a experiência da diáspora africana.
- Criado em Bronzeville, ele começou na arte por meio da tecelagem e do cuidado com os bordados familiares, estudando na Sorbonne e na School of the Art Institute of Chicago.
- Em 1969, tornou-se um dos fundadores do AfriCOBRA, sendo reconhecido como “o tecelão” do grupo, ao adaptar materiais não tradicionais e cores brilhantes.
- Em 1974 mudou-se para Boston para ensinar tecelagem; viveu em Roxbury por mais de cinquenta anos, desenvolvendo uma prática que combinava fibra, mosaico, gravuras e esculturas devocionais.
- Atuou como educador e mentor, participou de coletivos e instituições como Boston Collective, Northeastern University e o Museum of the National Center of Afro-American Artists, organizando a 24ª exposição anual da National Conference of Artists em 1982; seu trabalho tratava de empoderamento, pan-africanismo e justiça racial.
Napoleon Jones-Henderson, membro fundador da AfriCOBRA, é lembrado por ter imprimido na arte uma energia exuberante associada à empoderamento coletivo. Nascido em Chicago, em 1943, construiu uma trajetória marcada pela ligação entre arte, comunidade e luta por justiça racial.
Criado no bairro Bronzeville, no Sul de Chicago, ele teve o primeiro contato profundo com o tear na George Washington Carver High School. Um professor de arte o apresentou à prática de tecidos, abrindo portas para o que chamou de “atividade de vida” do quilt e da reparação das mulheres da família.
Jones-Henderson estudou na Sorbonne, em Paris, e depois no School of the Art Institute of Chicago, onde conheceu a artista Else Regensteiner. Com ela, aproximou-se da tradição têxtil ligada ao movimento Bauhaus, que influenciou seu desenvolvimento artístico.
AfriCOBRA e linguagem visual
Em 1969, ainda estudante, tornou-se um dos fundadores da Afro-Comune of Bad Relevant Artists, conhecida como AfriCOBRA. Chamado de “o tecelão” do grupo, adaptou a paleta de Regensteiner e o uso de materiais não tradicionais, como fios metálicos, para criar sua assinatura têxtil.
A estética da AfriCOBRA orientou suas obras pela ideia de imagens que celebram a experiência de pessoas da diáspora africana, com cores vivas, composições gráficas e uma acessibilidade visual marcante.
Mudança para Boston e prática de estúdio
Em 1974, teve a oportunidade de ensinar têxtil na MassArt, em Boston, após conhecer Calvin Burnett e alunos da instituição. Aceitou o convite e mudou-se para Roxbury, no casarão que já abrigou o abolicionista Edward Everett Hale.
Por mais de cinco décadas, manteve um estúdio ativo em Roxbury, produzindo trabalhos em fibra, mosaico, gravuras e esculturas devocionais. A prática integrou vida pessoal e produção artística de forma contínua.
Temas e legado comunitário
O trabalho de Jones-Henderson tratou de empoderamento, pan-africanismo e justiça racial. Suas peças variavam entre construção cromática exuberante e composições reflexivas sobre passado e futuro.
Foi figura central na vida cultural de Boston, integrando o Boston Collective e apoiando a programação de residências de mestres afro-americanos na Northeastern University e no Museum of the National Center of Afro-American Artists. Também organizou a 24ª exposição anual da National Conference of Artists, em Boston, em 1982, reunindo obras de Lethia Robertson, Joyce J. Scott e Theresa-India Young.
Entre na conversa da comunidade