- Antonio Fagundes, de 77 anos, e Alexandra Martins venceram ação em que casal pedia R$ 20 mil por danos morais e materiais após chegar atrasado na peça Dois de Nós, no Teatro Tuca, na PUC de São Paulo.
- A Justiça entendeu que o horário de início estava claro no ingresso e que a recusa de entrada ocorreu por comportamento incauto dos consumidores, que chegaram atrasados.
- O processo foi movido em abril do ano passado; a defesa alegou que o casal perdeu ingresso e transporte, buscando ressarcimento por constrangimento.
- A juíza Fernanda Ferreira afirmou que, mesmo quem chega após o início, precisa ter ingresso verificado e seguir até as poltronas, mas que a decisão considerou o atraso como responsabilidade do casal.
- O episódio ocorreu em meio a declarações anteriores de Fagundes sobre a importância da pontualidade na relação com o público e com a produção.
Antonio Fagundes e Alexandra Martins venceram uma ação movida por um casal que pediu 20 mil reais de indenização por danos morais e materiais após chegar atrasado e ser impedido de entrar na peça Dois de Nós, em cartaz no Teatro Tuca, na PUC de São Paulo.
A Justiça entendeu que o ingresso indicava o horário de início e que a recusa de entrada ocorreu por comportamento incauto dos consumidores, que chegaram atrasados mesmo sabendo das regras. A decisão foi proferida pela juíza Fernanda Ferreira, do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Segundo a ação, o assistente de produção afirmou que “um segundo depois” do início da apresentação já era considerado atraso, conforme determinação de Fagundes, conhecido por exigir pontualidade. Os advogados do casal defenderam que houve prejuízo por ter gasto com ingresso e transporte.
O Ministério Público e o Procon lembraram que os ingressos configuram contrato entre público e produtor, com horários e condições de usufruto claros. A Justiça manteve a exigência de que o público respeite o horário de início, mesmo que haja entrada após o começo, com verificação de ingressos.
No caso, o casal teria saído de casa com apenas 30 minutos de antecedência, conforme prints do aplicativo de transporte anexados à ação. A decisão aponta que o episódio não configura violação de direitos, e o processo não foi recorrido pelas partes.
A produção de Antônio Fagundes destaca que o espetáculo mantém padrões de organização e que a trama de Walcyr Carrasco e Claudia Souto continua em cartaz. Em Quem Ama Cuida, o ator interpreta Arthur Brandão, empresário rígido que lidera uma joalheria.
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