- Juliana Montesanti, fundadora da Coolab aos 34 anos, integra a nova geração de managers e trabalha com artistas como Bruna Marquezine, Sasha Meneghel e Fernanda Paes Leme, além de marcas como Meta e Estée Lauder.
- A conversa aborda as diferenças entre cuidar de modelos, influenciadores e celebridades, destacando a trajetória gradual de novas faces e a demanda de responsabilidade de estrelas já consolidadas.
- O papel das redes sociais mudou o marketing de talentos, com a criação de personas digitais e produção de conteúdo pelo departamento da agência para atender clientes.
- Há consenso sobre a importância da profissionalização e do equilíbrio entre diferentes funções (arte, moda, televisão), evitando ultrapassar limites do setor.
- Sobre inteligência artificial e cancelamentos, discute-se responsabilidade, autenticidade e gestão de crises, com ênfase em manter valores e posicionamento alinhados às marcas representadas.
Dando Baumgartner e Juliana Montesanti debateram, em entrevista, os desafios de gerir carreiras de superestrelas, modelos e influenciadores. O encontro destacou a evolução do mercado, a responsabilidade nas redes sociais e o fenômeno do cancelamento, com foco em neutralidade e precisão.
A conversa ocorreu em tomo de trajetórias distintas. Baumgartner, fundador da Way Model Management, e Montesanti, criadora da Coolab, representam gerações de gestores que atuam na interseção entre moda, entretenimento e marketing digital. Ao longo do diálogo, eles esclareceram práticas, critérios e mudanças no setor.
Diferenças entre modelos, influenciadores e celebridades
Para Baumgartner, o cuidado varia conforme a etapa da carreira. Modelos iniciam o desenvolvimento desde o começo, enquanto celebridades já chegam com grande reconhecimento e responsabilidade. A nova face, definida pela internet, ganha tração gradual, com construção de público e presença de marca.
Papel das redes sociais e produção de conteúdo
O grupo afirma que as plataformas substituíram amplamente portfólios físicos. Hoje, o estilo de vida, hábitos e preferências da talenteda são considerados parte do produto. Equipes da Coolab e da Way produzem conteúdo para manter o engajamento das redes dos talentos.
Profissionalização e sinergia entre equipes
Discutem-se padrões de comportamento no set e a necessidade de manter alinhamento entre as equipes. A sinergia cultural é apontada como crucial para evitar distorções entre identidade pessoal e posicionamento profissional.
Inteligência artificial e representatividade
O tema IA é tocado como uma mudança que exige parcimônia. A partir de modelos gerados por IA, cresce a preocupação com representatividade real e com a preservação de traços autênticos das pessoas retratadas.
Risco de cancelamentos e responsabilidade
Sobre o cancelamento, o consenso é que talentos devem compreender o privilégio e a responsabilidade do que compartilham. Em casos de crise, recomenda-se reunir equipes para entender a origem do problema e ajustar o posicionamento, sem permitir que o episódio defina a carreira.
Papel dos agentes vs. autonomia dos talentos
Os gestores destacam que o papel envolve diálogo honesto, orientação e apoio. Mesmo quando a decisão final é do talento, os agentes ajudam a avaliar convites, alinhamento de valores e impactos de campanhas, especialmente diante de ações controversas de marcas parceiras.
Momentos marcantes e aprendizados
O encontro reforçou que a carreira de quem trabalha com moda depende de talento, preparo e posicionamento. Histórias pessoais dos participantes ilustram trajetórias de superação, reconhecimento e dedicação ao ofício, mesmo diante de mudanças rápidas do mercado.
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