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Paula Plim, gaúcha, é referência de arte urbana no sul da França

Paula Plim inaugura mural de quinze metros em Narbonne, parte do projeto Razim' Beaux-Arts, destacando participação comunitária e integração Brasil-Espanha-França

Paula Plim — Foto: Reprodução/Instagram/@plim
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  • Wall de 15 metros no bairro Razimbaud, em Narbonne, foi inaugurado em onze semanas, fruto do projeto Razim’ Beaux-Arts da associação One-One com participação dos moradores locais.
  • Paula Plim é gaúcha, nascida em 1983, formada em Artes Visuais pela UFRGS, e atua entre Brasil, Espanha e França, mesclando referências da Kuna, Wycinanki, alebrijes e padrões de América Latina e África.
  • Em Toulouse, pintou um mural de 8 por 4 metros na entrada do cinema Le Cratère, em Saint-Michel, em 2025; em dezembro daquele ano abriu a exposição Minisséries no Centre Culturel Bonnefoy.
  • A série Carnaval projetou luz sobre as obras, com cores que saem da tela para contaminar o espaço, variando conforme horário e iluminação.
  • Suas ilustrações botânicas passaram a ser projetadas todas as noites nas fachadas da Grande rue Saint-Michel, em projeto de requalificação urbana; ela também assina ilustrações para o Baile Vogue 2026.

A parede de 15 metros no bairro Razimbaud, em Narbonne, no sul da França, ganhou existência recente graças a Paula Plim. A gaúcha de Porto Alegre, que hoje atua em Toulouse, inaugurou o mural como parte do projeto Razim’ Beaux-Arts, da associação One-One, que envolveu moradores locais na criação.

Para Paula, a experiência ganha peso pela interação humana. Ela aponta que a participação comunitária transforma a dinâmica de criação, gerando encontros e vivências únicas no espaço público. O projeto marca o maior trabalho já feito por ela, ampliando a escala de suas intervenções.

A trajetória de Paula começa em Porto Alegre, onde se formou em Artes Visuais pela UFRGS e descobriu as ruas como laboratório. Ao longo de anos, referências de diferentes regiões foram incorporadas ao traço, criando uma linguagem reconhecível por cores intensas e formas orgânicas que parecem ganhar movimento na parede.

Da rua à exposição

Em Toulouse, a artista consolidou esse modo de trabalhar com murais. Em 2025, pintou um painel de 8 por 4 metros na entrada do cinema Le Cratère, no bairro Saint-Michel, com uma paleta de inspiração africana que transformou a entrada do prédio. No mesmo ano, lançou a exposição Minisséries no Centre Culturel Bonnefoy, reunindo três anos de criação entre Porto Alegre, Barcelona e Toulouse.

Ainda em 2025, Paula projetou ilustrações botânicas todas as noites nas fachadas da Grande rue Saint-Michel, em iniciativa de requalificação urbana ao lado de outros artistas. O desafio era trabalhar apenas com linhas, sem cor, o que estimulou novas soluções criativas e uma percepção diferente do espaço urbano.

Rua e galeria como caminho

Entre intervenções de rua e trabalhos em galeria, Paula assinou as ilustrações do Baile da Vogue 2026. Em projetos não comissionados, ela observa maior liberdade para expressar sua visão, enquanto nos trabalhos parceiros surgem expectativas e a chance de surpreender comunidades e parceiros.

A artista reforça que a prática na rua, com liberdade de expressão, funciona como uma forma de terapia criativa. Já em trabalhos comissionados, a responsabilidade é maior para atender às expectativas do público e do coletivo envolvido.

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