- Paulo Nimer Pjota, artista brasileiro de 37 anos, começou no grafite aos treze e vendeu sua primeira pintura aos quinze.
- A produção do pintor mistura mitologia, folclore brasileiro e referências de arte, criando pinturas vastas e cenários fantásticos com camadas que transmitem brilho (shimmer).
- Sua primeira mostra institucional no Reino Unido, Encantados, é no South London Gallery e reúne onze pinturas novas em conjunto com um grande desenho de parede.
- A exposição apresenta figuras místicas, animais e elementos simbólicos, com o artista descrevendo o processo como semelhante ao de um produtor de hip‑hop, sampled de várias fontes.
- Pjota nasceu em São José do Rio Preto, se mudou para São Paulo para estudar arte e já teve trabalhos na Mendes Wood DM, em São Paulo, e na Maureen Paley, em Londres.
Paulo Nimer Pjota, artista brasileiro conhecido por uma pintura que dialoga com mitologias, abriu sua primeira mostra institucional no Reino Unido. O show, intitulado Encantados, será realizado na South London Gallery e reúne 11 pinturas novas em canvas, acompanhadas por um grande mural de parede.
O artista comenta que a mitologia sempre o fascinou e que referências de casa, da família e de leituras recentes moldam seu imaginário. As obras combinam figuras místicas, animais antropomorfizados e paisagens de forte textura, com camadas de acrílico, óleo e tempera que criam brilho.
A trajetória de Pjota começou cedo, em São Paulo, com graffiti aos 13 anos. Aos 15 já vendia um quadro, e aos 17 mudou-se para a capital paulista para estudar artes. No início, a prática era marcada pela convivência com a cena de graffiti e hip hop.
Na produção atual, o traço evoluiu para uma narrativa mais complexa. O pintor usa a experimentação de estilos — desde throw-ups até wildstyle — para construir um universo mítico que intercala referências de civilizações antigas, folclore brasileiro e literatura infantil.
Para Encantados, Pjota também criou uma imensa intervenção na parede da galeria londrina, que dialoga com as obras em canvas. O resultado apresenta um conjunto de criaturas que tocam instrumentos, rebatendo a memória de sua juventude na cena de graffiti de seu município, São José do Rio Preto.
O processo de criação funciona como o de um produtor de hip hop: ele coleta imagens diversas, as reusa e transforma em composições originais que, segundo o artista, preservam o espírito revolucionário da cultura de rua.
A exposição fica em cartaz de 1º de maio a 23 de agosto. O projeto reforça a abordagem de Pjota, que busca construir um universo novo e fantástico a partir de referências genealógicas, históricas e populares, sem abrir mão da força visual dos elementos pictóricos.
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