- Pesquisadores identificaram anúncios no TikTok que usam imagens geradas por IA de Taylor Swift, Kim Kardashian, Rihanna e outras celebridades para promover serviços potencialmente fraudulentos.
- As deepfakes combinam vozes realistas e filtros para disfarçar falhas visuais, apresentando as celebridades em entrevistas simuladas e promovendo programas de recompensas que pedem feedback dos usuários.
- Os usuários são levados a inserir dados pessoais após clicar nos anúncios, que redirecionam a serviços de terceiros, supostamente vinculados ao TikTok, mas criados com IA.
- Swift e outras celebridades estão tomando medidas legais para proteger suas likenesses diante do aumento de deepfakes, que prejudicam a imagem das marcas.
- Autoridades e organizações de defesa do consumidor destacam o crescimento de golpes nas redes sociais, com evidências de ataques envolvendo diversas plataformas e formatos.
A Swift e outras estrelas estão sendo alvo de anúncios fraudulentos que utilizam vídeos gerados com IA para parecerem entrevistas reais. Pesquisadores identificaram um conjunto de vídeos patrocinados no TikTok que exibem Taylor Swift, Kim Kardashian, Rihanna e outros, promovendo serviços potencialmente maliciosos. Os clipes utilizam vozes simuladas e filtros que disfarçam falhas visuais da IA.
Os anúncios mostram as celebridades em cenários de entrevistas comuns, como tapetes vermelhos ou programas de TV, mas não respondem a perguntas. Em vez disso, promovem supostos programas de recompensas em que usuários do TikTok recebem pagamento por oferecer feedback sobre conteúdos apresentados a eles.
Segundo o relatório da Copyleaks, a ads utilizam o que os pesquisadores chamam de vozes de aparência realista e, em alguns casos, filtros que mascaram imperfeições. A campanha direciona o usuário a um serviço de terceiros, com branding ligado à IA Lovable, que solicita dados pessoais assim que o visitante tenta avançar.
A investigação aponta que, após o clique, o usuário é convidado a inserir nome e informações pessoais. Ainda não está claro qual o objetivo final da coleta de dados, mas campanhas semelhantes são comuns, segundo os autores do estudo.
Paralelamente, ações regulatórias avançam no ecossistema de plataformas digitais. Na semana passada, a organização Consumer Federation of America processou a Meta, acusando a empresa de promover anúncios fraudulentos no Facebook e Instagram. Além disso, o FTC informou aumento de golpes nas redes sociais, com as maiores perdas registradas em anúncios no Facebook.
Diante do uso crescente de deepfakes, Taylor Swift e outras artistas estão tomando medidas legais para afastar-se da prática. Embora não tenha se pronunciado publicamente sobre o motivo das ações de marca, a reputação da artista pode sofrer diante de conteúdos enganadores que utilizam sua imagem.
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