- Denise Fraga afirma que a morte da mãe, Wilma Fraga, mudou sua visão de vida, o modo de lidar com o luto e a ideia de presença.
- Ela defende que as pessoas tenham o direito de decidir sobre a eutanásia, mas reconhece a complexidade do tema.
- A atriz conta que o luto foi súbito e que a perda alterou sua identidade e seus papéis familiares, principalmente o de filha.
- A entrevista aborda a experiência com o filme Sonhar com Leões e a importância de entender o fim da vida, além de valorizar rituais como velório e enterro.
- Fraga reforça a necessidade de estar presente, criar memórias e encarar a vida como uma jornada diante da mortalidade.
Denise Fraga abriu o jogo sobre como a morte da mãe, Wilma Fraga, transformou sua vida e suas decisões. A atriz contou que a perda durou anos, moldando escolhas pessoais e artísticas.
A conversa aconteceu no contexto do projeto Morte Sem Tabu, que aborda temas como finitude, dor e rituals. Denise descreveu a relação próxima com a mãe e a forma como a doença redefiniu seus vínculos.
Durante o relato, a atriz mencionou a importância de enfrentar o morrer e valorizar os rituais de despedida. Ela compartilhou memórias da mãe, professora e diretora, que encarava a vida com intensidade.
Direito à eutanásia e a complexidade
Denise afirmou que as pessoas devem ter o direito de decidir sobre a eutanásia, mas reconhece a complexidade do tema. A artista disse ter passado de posição pragmática para considerar, com cautela, o momento de encerrar a vida.
Ela citou a experiência do filme Sonhar com Leões, em que interpreta uma mulher com câncer terminal, como referência para pensar o tema. A ideia é reconhecer que a decisão envolve peso, responsabilidade e contexto.
Memória, presença e ritual
A artista enfatizou a importância de participar de rituais fúnebres e de manter a memória viva. Contou que a participação em cerimônias ajuda a compreender quem a pessoa foi nos diversos vínculos sociais.
Fraga ressaltou que a morte da mãe reforçou a prática de estar presente no dia a dia. Ela associa a lembrança à construção de memória e à compreensão de quem se é, após a perda.
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