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Vogue cria editoriais inspirados em obras de arte

Editoriais da Vogue nos EUA reimaginam obras de arte para a mostra “Costume Art” do Met, destacando moda como elo entre arte e vestuário

A revista como museu: os editoriais da Vogue inspirados em obras de arte — Foto: Reprodução
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  • A Vogue norte-americana publicou editoriais que dialogam com obras de arte, alinhados à exposição do Met “Costume Art”, que une moda e criação artística.
  • Em muitos casos, a revista retrata a moda como objeto escultórico, como a foto de 1931 de uma modelo vestindo um vestido de Vionnet que lembra uma escultura grega.
  • Casos notáveis envolvem Cate Blanchett vestindo Balenciaga de Nicolas Ghesquière para representar a Rainha Elizabeth I, e Nicole Kidman com um vestido de veludo preto para interpretar Madame X.
  • Existem releituras diretas de obras específicas, como At the Milliner’s, de Degas (1945), e High Noon, de Edward Hopper (2023).
  • Ao longo das décadas, as inspirações vão de Monet, Goya e Watteau a Manet, com editoriais que destacam peças de grandes casas, incluindo Balenciaga e Rochas.

A Vogue norte-americana celebra a interseção entre arte e moda, em sintonia com a próxima exposição do Met, intitulada Costume Art. A mostra reúne obras de arte e design de vestuário, explorando o corpo como elo entre as duas expressive práticas.

Ao longo dos anos, a revista publicou editoriais que evocam obras de arte de modo livre, criando vínculos entre moda e pintura, escultura e ilustrações. Modelos surgem inspiradas em formatos clássicos e alusões históricas, sem reproduzir pinturas de forma literal.

Entre os exemplos históricos, destaca-se uma foto de 1931 de George Hoyningen-Huene, com um vestido de Vionnet lembrando uma escultura grega. A relação entre criação têxtil e expressão plástica é investigada em múltiplas direções.

Casos recentes também aparecem na memória editorial da Vogue, como interpretações de figuras e retratos famosos, onde a moda encarna a iconografia retratada pelas artes. A conexão entre figurino e pintura é apresentada como processo criativo contínuo.

A curadoria de conteúdo ressalta reinterpretações específicas, incluindo versões de obras de Degas, Hopper e Manet ao longo de décadas, quando a fotografia e o vestuário criaram leituras contemporâneas de clássicos.

Diversas capas e editoriais exibem referências a retratos e cenas de museus, com fotógrafos consagrados capturando roupas que dialogam com a iconografia de pinturas e esculturas. O resultado é uma vitrine de inventividade visual.

As peças destacadas incluem vestidos, capas, acessórios e joias usados por figuras famosas, muitas vezes ambientadas em ensaios fotográficos realizados por nomes de renome. As escolhas enfatizam a ideia de moda como linguagem artística.

Editorialmente, a Vogue também recorre a obras de artistas históricos para situar tendências, cores e volumes, mantendo a função de documento histórico da moda. A produção evidencia o diálogo entre épocas sem perder a leitura atual.

Em síntese, o conteúdo reitera a tradição da Vogue de aproximar moda e arte, com referências que vão de pinturas a esculturas, e com escolhas que privilegiam a precisão visual sem comprometer a clareza jornalística.

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