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José Mayer vira símbolo do machismo e é banido pela Globo

José Mayer, símbolo do homem rústico na televisão, vira tema de debate sobre masculinidade após sua saída da Globo e mudanças nas novelas

Por décadas, José Mayer representou na teledramaturgia da Globo o ideal de masculinidade
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  • José Mayer foi símbolo de masculinidade tradicional na teledramaturgia da Globo, interpretando vários personagens rústicos e dominantes ao longo de décadas.
  • Em 1986, na novela A Gata Comeu, ele viveu Edson, piloto de lancha que pressiona a esposa a sair do trabalho e a ficar em casa, refletindo o machismo da época.
  • Ao longo da carreira, personagens como Fernando Flores, Teobaldo, Pereirinha e Tião reforçaram a imagem de homem alfa e controlador.
  • Com o passar dos anos, mudanças sociais e denúncias contra abusos contribuíram para questionar esse modelo de masculinidade na TV.
  • Mayer foi dispensado pela Globo em 2016, após uma denúncia de suposto assédio; hoje tem vida tranquila em um sítio na Serra Fluminense, aos 76 anos, sem planos de retorno à TV.

José Mayer deixou de atuar na Globo após críticas ao comportamento do ator e ao modelo de masculinidade que encarnou em novelas por décadas. O estereótipo de macho dominante ganhou ênfase em personagens que marcaram várias gerações.

Em A Gata Comeu (1986), Mayer viveu Edson, piloto de lancha que pressiona a esposa para ficar em casa e recusa ajuda financeira. A história reforçava o padrão do homem “de respeito”, forte e autoritário, ainda que com distorções does de classe.

Ao longo da carreira, Mayer repetiu esse arquétipo em papéis como Fernando em Fera Radical, Teobaldo em A Indomada e Pereirinha em Fina Estampa. Esses protagonistas eram, em sua maioria, homens rústicos, héteros tradicionais e com pouca tolerância ao não.

A discussão sobre masculinidade ganhou força com mudanças sociais, debates sobre igualdade de gênero e denúncias de abuso. O público passou a questionar a normalização de atitudes machistas presentes nas tramas.

Ao mesmo tempo, Mayer foi desligado pela Globo após uma denúncia de assédio feita por uma figurinista. O caso não evoluiu para a polícia, segundo relatos à época, e o ator ficou afastado desde 2016.

Diversos veículos ampliaram o debate sobre a figura do homem viril na televisão. Surgiu a crítica de que a representação evoluía para modelos mais sensíveis, responsáveis e favoráveis à igualdade.

O enredo passou a incorporar personagens com nuances, como o policial Paulinho de Três Graças e o advogado Pedro de Quem Ama Cuida, que sinalizam mudança na norma de masculinidade.

Especialistas discutem a extensão dessa transformação para além da ficção. A ideia é entender como o espaço público influencia comportamentos, valores e referências de gênero.

Hoje, Mayer vive afastado da TV, com rotina estável em um sítio na Serra Fluminense. A esfera pública acompanha sua trajetória recente e o debate sobre masculinidade permanece ativo.

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