- Maya Glover, 21 anos, é filha do astronauta Victor Glover, piloto da missão Artemis II, que levou o primeiro homem negro a viajar para a Lua.
- Em entrevista exclusiva à CNN Brasil, Maya afirma que ciência e religião podem coexistir e descreve sua infância religiosa como equilibrada entre cultos e leitura da Bíblia.
- A jovem cursa arquitetura e revela que não pretende seguir carreira na área aeroespacial; leva adiante a paixão pela Terra e pela infraestrutura, com possibilidade de atuar em arquitetura espacial.
- A entrevista também aborda o impacto da notoriedade da família, a vontade de usar a plataforma online para causas importantes e a visão da missão como um esforço para o futuro do planeta.
- Entre experiências marcantes, Maya cita visitas à Casa Branca e à Organização das Nações Unidas, além de planejar uma visita ao Brasil e manter referências à música da família durante a missão.
Maya Glover, 21 anos, filha do astronauta Victor Glover, concedeu entrevista exclusiva à CNN Brasil para falar sobre a missão do pai. A estudante de arquitetura destacou a visão de futuro que envolve a exploração espacial e a vida acadêmica em paralelo com a família.
Victor Glover foi um dos protagonistas da missão Artemis II, marcando passagem histórica ao ficar muito próximo da Lua. Ele representa, segundo Maya, o alcance de metas que vão além de fronteiras nacionais, beneficiando o planeta como um todo.
A jovem ressaltou a ideia de que ciência e fé podem conviver. Em sua infância, a família frequentava cultos, lia a Bíblia e respeitava crenças diversas, mantendo uma postura aberta em relação a diferentes tradições religiosas.
Experiência e sentimentos
Segundo Maya, a missão despertou um nível de ansiedade diferente de tudo que já vivenciou, mesmo com a trajetória do pai em pilotos de teste e na Marinha. Ela enfatizou a prioridade da segurança da tripulação e a percepção de que a notícia repercute globalmente.
A expectativa gerada pela trajetória de Victor Glover também se tornou um estímulo para estudantes ao redor do mundo, que passam a imaginar futuros na exploração espacial, inclusive com pessoas demonstrando interesse em trilhar caminhos parecidos.
Influência familiar e escolhas profissionais
A entrevista também abordou a trajetória acadêmica de Maya. Embora tenha pensado em engenharia, acabou escolhendo arquitetura, área em que está há dois anos e meio. Ela afirma que o foco é contribuir com a infraestrutura terrestre, com a possibilidade de explorar alguma forma de arquitetura espacial no futuro.
A estudante comentou ainda que a existência do pai no espaço não a motiva a seguir a mesma carreira, mantendo o próprio propósito aqui na Terra. A ideia é dedicar-se a projetos que envolvam pessoas, comunidades e cidades.
Ciência, religião e identidade
Maya mencionou que o ensino familiar incentivou uma compreensão de que ciência e religião podem se complementar. A família valoriza o aprendizado com diversas culturas e a open mind ante crenças distintas, reconhecendo o papel da fé como suporte emocional.
Sobre a vida pública, a influente presença de Maya nas redes sociais ganhou alcance global, levando-a a colaborar com iniciativas voltadas a causas importantes, como a participação eleitoral durante o Dia da Terra. O objetivo é ampliar o impacto positivo de sua plataforma.
Visitas e perspectivas internacionais
A entrevista também abordou experiências em eventos de grande porte, como visitas à Casa Branca e à ONU, além de gravações em programas de TV. Maya destacou a importância de entender os bastidores desses momentos e o aprendizado que oferecem para futuras gerações.
Ela ainda registrou o desejo de conhecer o Brasil, mencionando o interesse pela cultura local, futebol e eventos importantes, como grandes torneios e a participação do país em competições globais.
Futuro e inspirações
Encerrando, Maya comentou a escolha musical associada à missão: a trilha sonora da família inclui canções que evocam união e orgulho. A artista citada e a ideia de uma playlist que simboliza a jornada da família reforçam a ligação entre momentos pessoais e históricos.
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