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Meryl Streep critica a marvelização do cinema e diz que filmes são entediantes

Streep critica a marvelização do cinema, dizendo que vilões e heróis simplificados empobrecem as histórias; comenta uso de IA nos bastidores e negociação salarial

Meryl Streep critica 'marvelização' do cinema e diz que filmes estão 'cada vez mais entediantes' (Grant Buchanan Dave Benett WireImage)
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  • Meryl Streep critica a chamada “marvelização” do cinema, dizendo que filmes ficaram cada vez mais entediantes por vilões e mocinhos excessivamente definidos.
  • Em divulgação de O Diabo Veste Prada 2, a atriz afirmou que a complexidade humana dos personagens torna a história mais envolvente.
  • Ela destacou Miranda Priestly como exemplo de personagem que pode ser mais complexa e pouco convencional, tornando o filme mais “bagunçado” e real.
  • Em conversa com Anne Hathaway e Emily Blunt, Streep comentou sobre uso de inteligência artificial, lembrando que Miranda já tem assistentes, e criticou mensagens de agradecimento geradas por IA.
  • Streep revelou ter recusado originalmente retornar ao papel para testar seu valor de passe e afirmou que, ao aceitar, dobrou seu salário; Hathaway mencionou uma experiência com mensagens quase idênticas geradas por IA.

Fonte: THR

O que acontece: Meryl Streep criticou a chamada Marvelização do cinema, afirmando que filmes estão cada vez mais entediantes por simplificar vilões e mocinhos. O comentário ocorreu durante a divulgação de O Diabo Veste Prada 2, aguardada sequência do título de 2006.

Quem está envolvido: além de Streep, participaram do debate as atrizes Anne Hathaway e Emily Blunt, que acompanharam a atriz em entrevista ao Hits Radio Breakfast Show. O tema percorreu a construção de personagens e o tom da nova produção.

Quando e onde: as declarações foram dadas durante a divulgação do filme, em entrevista veiculada nos últimos dias, com gravações associadas a uma rádio britânica. A conversa tratou da continuidade da franquia e da abordagem narrativa mais realista.

Por quê: Streep argumentou que a complexidade humana aumenta o interesse de uma história, destacando que heróis podem falhar e vilões ter qualidades humanas. Ela citou Miranda Priestly, personagem de O Diabo Veste Prada, como exemplo de construção mais ambígua.

Mudança de tema: IA e autenticidade

A atriz comentou sobre o uso de inteligência artificial no cotidiano. Questionada se Miranda usaria tecnologia, ela disse que não — a personagem já conta com assistentes. Hathaway contou uma experiência de processo seletivo em que candidatos enviaram mensagens idênticas, possivelmente criadas por IA.

Streep reagiu à prática, apontando a falta de autenticidade. Ela afirmou que escrever mensagens por conta própria é decisivo para avaliações profissionais e contratações.

Negociação e bastidores de Hollywood

A artista revelou ainda uma estratégia bancária de retorno à personagem: inicialmente negou o convite para retornar, para testar o valor de seu passe. Segundo ela, a recusa transformou-se em aceitação rápida quando houve a contraproposta.

Streep disse ter demorado décadas para reconhecer seu poder de negociação na indústria, destacando o aprendizado sobre valor próprio. A entrevista reforçou a ideia de que decisões de carreira podem depender de posicionamento estratégico.

Fonte: THR

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