- Na cerimônia da APCA, em São Paulo, Lima Duarte recebeu homenagem pela trajetória no cinema e televisão.
- Em discurso, ele relatou uma lembrança da juventude ao citar locais da capital e disse: “só tinha preta”, afirmando que não foi.
- A repercussão foi imediata; a colunista Mônica Bergamo informou que Duarte divulgou nota afirmando que a fala era uma lembrança de um Brasil duro e um protesto, dentro de um tempo passado.
- Carmen de Luz subiu ao palco e defendeu a valorização das mulheres pretas, destacando o samba e chamando as mulheres pretas à celebração.
- A atriz Shirley Cruz também se manifestou, enfatizando ancestralidade e a ascensão de mulheres rejeitadas a premiadas, reforçando o debate sobre representatividade.
Na noite de segunda-feira (4), a premiação da APCA ocorreu em São Paulo e reuniu nomes da cultura para homenagear destaques do ano. Lima Duarte foi reconhecido pela sua longa trajetória. O momento ganhou contorno controverso devido a um relato feito no palco.
Durante a fala, o ator relembrou uma experiência da juventude, contando uma história de rua que surpreendeu o público presente. O trecho abordou locais da capital paulista e insinuou episódios de discriminação e racismo vividos na juventude.
Em seguida, Lima Duarte explicou que a fala, segundo ele, buscava retratar um tempo difícil do Brasil e protestar contra injustiças, segundo nota enviada à imprensa. A declaração tratou de vivências de meninos de rua, sem detalhar palavras literais.
Repercussão e posicionamentos
Carmen de Luz subiu ao palco e rebateu o que chamou de perspectiva institucional, enfatizando a importância da celebração às mulheres pretas na cidade de Campinas e o valor do samba feminino. A fala foi recebida com aplausos pela plateia.
Outra participante, Shirley Cruz, reforçou a valorização da ancestralidade e da representatividade. A artista destacou o orgulho de suas raízes e afirmou que mulheres negras merecem reconhecimento público.
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