- Guadalupe Rosales, artista de Los Angeles, criou em 2015 o Instagram @veteranas_and_rucas para compartilhar o arquivo de vida chicana na Califórnia dos anos noventa, ganhando mais de 273 mil seguidores.
- O projeto busca enfrentar estereótipos racistas sobre pessoas latinas e evoluiu para incluir fotos, murais, esculturas e instalações que celebram e também revelam dor, memória e comunidade.
- Rosales foi convidada para a mostra principal da Bienal de Veneza de 2026, In Minor Keys, após uma reunião remota com a equipe da instituição e com o apoio de Koyo Kouoh.
- Em Veneza, ela apresentará uma nova obra “Portal” em uma estrutura esquelética que parece uma casa, além de fotografias e detalhes de lowriders, integrando diferentes momentos de sua prática.
- A artista lançará o livro East of the River em setembro e já exibiu no Palm Springs Art Museum; Rosales vê a presença de corpos morenos de East Los Angeles em palcos internacionais como um marco de sua trajetória.
Guadalupe Rosales, artista baseada em Los Angeles, fará parte da mostra principal da Bienal de Veneza 2026, no espaço In Minor Keys. A curadoria ficou a cargo de Koyo Kouoh. A instalação combinará um trabalho inédito, o Portal, com fotografias e materiais do arquivo da artista.
Rosales criou em 2015 a conta @veteranas_and_rucas no Instagram, para compartilhar imagens de sua memória da vida Chicana no sul da Califórnia nos anos 1990. O projeto ganhou seguidores e impulsionou uma comunidade de contribuição coletiva.
A participação na Bienal surgiu após a passagem de Koyo Kouoh. A equipe do evento manteve contato com Rosales, que relata ter sido convidada para levar o legado da curadora adiante.
O que vai mostrar
A artista prepara um Portal novo para Veneza, com uma estrutura esqueliada que lembra uma casa com teto. O trabalho dialoga com o portal já apresentado em Los Angeles e em Palm Springs, com design distinto. Também serão exibidas fotos em close de lowriders.
No mesmo espaço, Rosales apresentará materiais do arquivo, incluindo imagens históricas e trabalhos de tempo atual. A proposta pretende conduzir o visitante por diferentes fases de sua prática, sem hierarquias rígidas.
Contexto e impacto
Rosales assinala que a mostra celebra corpos marrons de East LA e busca ampliar a percepção sobre a história latina. A exposição integra o conjunto da edição de Veneza, destacando trabalhos de comunidades frequentemente sub-representadas.
A obra de Rosales já circulou em instituições como Whitney Biennial (2022) e Made in L.A. (2023). Além da mostra, está prevista a publicação de East of the River, memoir, em setembro.
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