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Lima Duarte é acusado de racismo por comentário sobre prostitutas pretas

Lima Duarte é acusado de racismo após menção a prostitutas pretas em discurso na APCA; repercussão com protestos e defesa do ator em contexto crítico

O ator Lima Duarte (Marcus Leoni/Folhapress/.)
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  • O ator Lima Duarte, 96 anos, mencionou um episódio de sua adolescência ao receber o troféu APCA em 4 de maio.
  • Ele contou ter sido convidado para uma zona de prostituição perto do Bom Retiro, dizendo que “só tinha preta” e que não foi.
  • A fala gerou críticas e protestos nas redes e de três artistas homenageadas pela APCA: Shirley Cruz, Grace Passô e Carmen Luz.
  • No dia seguinte, Duarte publicou nota afirmando que a história buscava retratar um Brasil duro e servia como forma de protesto, do ponto de vista de alguém que reconhece uma luta comum.
  • A controvérsia envolve debates sobre racismo e representações de mulheres negras no ambiente artístico.

Lima Duarte, de 96 anos, é alvo de críticas após um relato feito durante a premiação APCA. O ator foi homenageado na noite de 4 de maio, em São Paulo, e mencionou um episódio da adolescência para ilustrar o contexto de sua trajetória.

Durante o discurso, Duarte narrou que, ao chegar a São Paulo aos 15 anos, aceitou uma indicação para uma zona de prostituição próxima ao Bom Retiro. Segundo ele, o grupo chegou a mencionar “só tem preta”, o que influenciou a decisão de não ir ao local. O relato ocorreu no âmbito de uma lembrança sobre a vida na cidade.

Duas outras homenageadas pela APCA, Shirley Cruz e Grace Passô, reagiram em defesa de perspectivas de mulheres negras, no momento do evento. Carmen Luz também participou da reação, reforçando a ideia de que a voz das mulheres pretas possui importância no debate.

A repercussão pós-ocorrência

No dia seguinte, Duarte publicou uma nota em que afirmou que a história pretendia retratar um Brasil duro e servir como forma de protesto, visto sob o olhar de quem enxerga a luta de todos. A manobra narrativa foi apresentada como tentativa de contextualizar a experiência de vida do protagonista.

A posição do ator gerou debate sobre racismo, linguagem e memória histórica. A crítica pública se voltou, entre outros pontos, para o uso de termos e para o modo de encenar situações sensíveis a partir de vivências pessoais.

As discussões continuam nas redes e entre profissionais, com relatos sobre o impacto de falas na percepção de preconceitos. A APCA não divulgou declarações adicionais oficiais sobre o episódio até o momento.

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