- Lima Duarte, 96 anos, se pronunciou após a polêmica causada por fala sobre zona de prostituição e “só tinha preta” durante discurso na APCA, em São Paulo.
- Em nota enviada à CNN, o ator disse que a fala foi memória da infância e protesto, buscando mostrar a luta de todos.
- O episódio aconteceu durante homenagem na APCA, quando ele relembrou ter chegado a São Paulo aos 15 anos e vivido em condições precárias.
- O trecho em que afirmou que não foi à zona porque “só tinha preta” gerou reação de internautas e desconforto na cerimônia.
- A polêmica provocou críticas nas redes e reagiu entre presentes no evento.
Lima Duarte, aos 96 anos, se pronunciou após a polêmica causada por uma fala durante a cerimônia da APCA, em São Paulo, na noite de segunda-feira (4). O ator foi homenageado com um troféu especial pela trajetória na televisão e gerou debate ao mencionar, em tom de memória, ter evitado uma zona de prostituição por haver apenas mulheres pretas. A declaração repercutiu nas redes e na própria cerimônia.
Segundo o relato, o episódio remete a uma lembrança da infância do artista, que começou a trabalhar ao chegar a São Paulo, vindo de Sacramento (MG). Ele afirmou ter vivido em condições precárias e compartilhado o episódio de um colega que o convidou para ir a uma área de prostituição, discutindo a diferença entre ruas do Bom Retiro, Aimorés e Itaboca. A fala citada indicou que ele não foi à zona porque as pessoas eram pretas.
A repercussão foi imediata nas redes sociais, com internautas classificando a declaração como racista. Na ocasião, houve desconforto também entre parte da plateia e participantes da cerimônia, conforme relatos de testemunhas presentes.
Contexto e esclarecimentos
Em nota enviada à CNN, Lima Duarte afirmou que a memória retrata um tempo duro de sua vida e funciona como protesto contra uma visão de mundo que ele procura entender e respeitar. O ator explicou que a fala não representa apoio a preconceitos, mas um registro do passado e de uma luta compartilhada pela sociedade.
A assessoria do artista sinalizou que a declaração deve ser entendida dentro do contexto da memória relatada durante o evento. Não houve posicionamento político explícito nem defesa de atitudes discriminatórias.
Reação pública e agenda subsequente
Especialistas em convivência social destacaram a importância de contextualizar falas históricas e a responsabilidade de evitar generalizações. A cobertura do tema aponta para a necessidade de debates sobre racismo estrutural e memória pública, sem reduzir episódios a simples anedotas.
A APCA ainda não divulgou comunicados adicionais sobre o ocorrido. A organização destacou o objetivo de reconhecer trajetórias relevantes da televisão brasileira, mantendo um compromisso com o debate crítico e responsável.
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