O jornalista Chico Pinheiro, de 72 anos, ex-âncora do Bom Dia Brasil, revelou que foi diagnosticado com câncer no intestino durante uma conversa com Zeca Baleiro no programa Chico Pinheiro Entrevista. A data da gravação não foi informada. O tratamento foi realizado em São Paulo, e o comunicador contou que o tumor foi identificado no […]
O jornalista Chico Pinheiro, de 72 anos, ex-âncora do Bom Dia Brasil, revelou que foi diagnosticado com câncer no intestino durante uma conversa com Zeca Baleiro no programa Chico Pinheiro Entrevista. A data da gravação não foi informada.
O tratamento foi realizado em São Paulo, e o comunicador contou que o tumor foi identificado no início, mas uma complicação no pós-operatório fez com que ele ficasse mais de um mês internado e passasse dias na UTI.
Internação e complicação após cirurgia
Chico afirmou que a previsão inicial era de uma cirurgia robótica considerada simples, com alta poucos dias depois. Segundo ele, o procedimento parecia “relativamente fácil”, porque a doença estava no começo. No entanto, após a operação, houve uma aderência intestinal, e o jornalista precisou passar por uma nova intervenção.
“Teve uma complicação posterior. Que eu saiba, não é culpa de nenhum médico. Realmente houve uma aderência intestinal, e tiveram que abrir e operar. Passei uns belos dias na UTI”, relatou.
Durante a entrevista, Chico também contou que encontrou conforto ao ouvir a música “À Flor da Pele”, de Zeca Baleiro, durante o período de internação. Ele disse que chorava ao ouvir a canção, não por medo, mas por perceber a presença de outras pessoas enfrentando doenças no hospital.
O jornalista deixou a TV Globo em 2022, após 32 anos na emissora. Na carreira, foi âncora do Bom Dia Brasil entre 2011 e 2022, apresentou o Bom Dia São Paulo e o SPTV, além de participações no Jornal da Globo e no Jornal Nacional. Atualmente, comanda o Chico Pinheiro Entrevista, nos canais do Instituto Conhecimento Liberta.
Riscos, diagnóstico e tratamento
O câncer colorretal se desenvolve no intestino grosso, também chamado de cólon, ou no reto. O principal tipo é o adenocarcinoma. Em cerca de 90% dos casos, ele surge a partir de pólipos na região, que podem se tornar malignos ao longo dos anos se não forem identificados e tratados.
Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer no início do ano apontam que o câncer colorretal está entre os tumores mais incidentes em homens, com 10,3%, e em mulheres, com 10,5%.
Quando o câncer de pele não melanoma é excluído da conta, a doença aparece na segunda posição em ambos os sexos. As estimativas para o triênio 2026-2028 indicam cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil. Desse total, os tumores de cólon e reto representam aproximadamente 53.810 casos anuais.
Um dos principais obstáculos no enfrentamento da doença é o diagnóstico tardio. Mais de 80% dos pacientes são diagnosticados em estágios avançados, muitas vezes em situações de emergência, quando o tumor já provocou obstrução intestinal ou perfuração.
Quando identificado cedo, o câncer colorretal pode ter taxas de sobrevivência acima de 90%. Em estágios avançados, esse percentual cai para menos de 15%.
A abordagem cirúrgica é um dos principais pilares e pode ser feita por cirurgia aberta, laparoscópica, videolaparoscópica ou robótica.
Entre os riscos estão aderências intestinais, infecções pós-operatórias e, em casos menos comuns, sangramento e dor abdominal. Tratamentos não invasivos, como quimioterapia, imunoterapia e drogas-alvo, também podem causar efeitos adversos próprios das medicações.
Um estudo da Organização Mundial da Saúde divulgado em fevereiro deste ano indica que 40% dos casos de câncer no mundo estão ligados a causas evitáveis.
Entre os fatores de risco citados para o câncer colorretal estão alimentação inadequada, consumo elevado de carne vermelha e processada, baixa ingestão de fibras, frutas e vegetais, obesidade, sedentarismo, tabagismo, álcool e consumo de ultraprocessados.
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