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Melissa Barrera relembra demissão por defender Palestina dez meses torturantes

Três anos após a demissão de Pânico 7 por apoiar a Palestina, Melissa Barrera relembra dez meses de incerteza e o ressurgimento de sua carreira

Melissa Barrera em 'Pânico'
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  • Em 2023, Melissa Barrera foi demitida de Pânico 7 após apoiar a Palestina nas redes sociais, com publicações pedindo paz e criticando o governo de Israel.
  • A atriz afirma ter recebido muito apoio privado, mas praticamente nenhum apoio público, e revelou ter ficado quase um ano sem propostas de trabalho.
  • Ela descreve o período como 10 meses torturantes, com boicote na indústria e incerteza sobre o apoio da equipe; diz que mensagens privadas não significaram mudança prática.
  • O retorno ocorreu com o thriller de sobrevivência Black Tides, ao lado de John Travolta, com estreia prevista para outubro de 2026; Boots Riley a convidou para I Love Boosters em agosto de 2024, mas ela acabou aceitando outra oportunidade em The Copenhagen Test.
  • Hoje Barrera atua no musical da Broadway Titanic como Rose; ela mantém carinho pela época de Pânico, que considera parte importante de sua carreira e reconhece o apoio de Bettinelli-Olpin e Gillett.

Melissa Barrera, conhecida por Pânico, relembra a demissão ocorrida em 2023 após defender a Palestina nas redes sociais. Na época, publicou pedidos de paz e críticas ao governo israelense, gerando polêmica com a produção de Pânico 7.

Três anos depois, a atriz diz ter recebido apoio privado, mas pouco apoio público. Ela relata um período de incerteza de quase um ano, sem propostas de trabalho, e comenta que muitos colegas guardaram silêncio ou foram neutros.

Durante o hiato, Barrera viu sua carreira ganhar fôlego novamente quando Boots Riley entrou em sua vida. O cineasta abriu portas com projetos e mensagens que mudaram o cenário de oportunidades para ela, segundo a própria atriz.

Retorno aos palcos e cinema

Barrera voltou a atuar em Black Tides, thriller de sobrevivência com John Travolta, com lançamento previsto para outubro de 2026 no Brasil. A atriz atribui a retomada a Riley, que a ajudou a reencontrar espaço na indústria.

Posteriormente, surgiram propostas, incluindo uma para The Copenhagen Test, que a levou a recusar o papel em favor de outra oportunidade. O diretor Boots Riley é reconhecido pela forma como ofereceu apoio naquele momento, segundo Barrera.

Hoje, Barrera atua no musical da Broadway Titanic, em que interpreta Rose. O projeto é uma paródia musical do filme vencedor do Oscar de 1997, e marca mais uma fase de recuperação profissional para a atriz.

Contexto da demissão

Em novembro de 2023, Barrera foi desligada de Pânico 7 após publicações pró-Palestina. Ela descreveu Gaza de forma crítica e citou situações humanitárias na região, gerando a demissão conforme nota oficial da Spyglass Media Group, produtora do filme.

A colaboração entre Barrera e a equipe de Pânico 7 terminou em meio a divergências sobre o que foi caracterizado como incitação ao ódio. A nota oficial reiterou a posição de tolerância zero a declarações antissemitas ou que ultrapassassem a linha de discurso de ódio.

Na época, a estreia de Pânico 7 em Los Angeles contou com protests de parte do público que pediu boicote ao filme. Barrera, porém, manteve o apreço pelos dois anos de atuação na franquia e pela oportunidade oferecida pela direção.

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