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Atriz de Hacks afirma que Hollywood foca apenas em pautas que afetam brancos

Atriz de Hacks afirma que Hollywood reage a pautas palestinas apenas quando afetam brancos, destacando silêncio sobre a guerra em Gaza

Uma mulher em um vestido preto e branco está em pé em um palco, segurando um prêmio Emmy em uma mão e um papel na outra. Ela está falando ao microfone e gesticulando com a mão livre. O fundo é iluminado com luzes quentes, e o ambiente parece ser uma cerimônia de premiação.
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  • A atriz Hannah Einbinder, conhecida pela série Hacks, afirmou que questões humanitárias como o conflito entre Israel e a população palestina “só comovem artistas de Hollywood” quando afetam pessoas brancas, em podcast Beyond Israelism.
  • Ela criticou o silêncio da indústria em relação à guerra em Gaza e disse que Hollywood é mais ativo em temas ligados à liberdade de expressão.
  • Einbinder afirmou defender suas raízes judaicas sem deixar de criticar Israel e de apoiar a população palestina.
  • Ela apontou que Hollywood reage de forma mais contundente quando questões afetam pessoas brancas, citando a percepção de cancelamentos de programas como exemplos.
  • A atriz disse que houve silenciamento de estudantes, professores, jornalistas, autores e palestinos, e que só houve reação quando atingiu homens brancos.

Hannah Einbinder, atriz da série Hacks, afirmou que Hollywood tende a se mobilizar sobre questões humanitárias apenas quando afetam pessoas brancas. As declarações foram feitas durante o podcast Beyond Israelism, publicado nesta semana, onde a artista questionou o silêncio da indústria em relação ao conflito entre Israel e a população palestina.

Ela comentou que a mobilização da indústria costuma ocorrer de forma perceptível apenas quando há impacto direto em artistas de origem branca, e citou casos de sensibilização pública em torno de programas de televisão. Segundo Einbinder, esse comportamento reforça a ideia de que temas que não atingem esse grupo passam quase despercebidos.

A atriz também explicou que, em sua visão, a indústria tende a defender a liberdade de expressão de forma mais contundente do que a defesa de outras pautas humanitárias relevantes. Em relação ao histórico de críticas, Einbinder ressaltou que já havia participado de debates públicos anteriores sobre o assunto, sem que isso resultasse em mudanças significativas no cenário de Hollywood.

Ainda conforme as falas, ela apontou que o debate sobre Gaza e outras situações envolvendo palestinos recebe pouca atenção da indústria, em contraste com a cobertura de ataques a comediantes que provoca maior comoção pública. A comentarista argumentou que incidentes com indivíduos identificados como brancos costumam provocar reações mais rápidas de instituições e do público.

A atriz acrescentou que a discussão sobre silenciamento de vozes diversas não é nova e envolve várias categorias, incluindo estudantes, professores, jornalistas e criadores. Para ilustrar o ponto, ela citou episódios recentes de cancelamento em espaços midiáticos, sugerindo que o tema fica mais presente quando há uma relação direta com a demografia de quem realiza ou recebe a crítica.

O podcast Beyond Israelism, em que Einbinder participa, discute o papel de Hollywood em temas de política internacional e direitos humanos, com foco nas relações entre Israel e a Palestina. Não houve confirmação de novos compromissos profissionais por parte da atriz até o fechamento desta reportagem.

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