- A exposição Frank Gehry, em Beverly Hills, reúne obras não arquitetônicas do designer, lançado após a morte dele em 2025, aos 96 anos.
- O foco são formas de animais, principalmente peixes, com peças como lâmpadas em forma de peixe e esculturas em aço inoxidável.
- Destaques incluem o Bear with Us, cerca de 1 metro e 80 centímetros, e um crocodilo branco de quase 10 pés, além de várias peças em peixes.
- Deborah McLeod, amiga de Gehry e curadora da mostra para a Gagosian, descreve a exposição como “uma carta de amor” a Gehry.
- A mostra reforça a relação de longa data entre Gehry e a galeria Gagosian, que já apresentou peças dele desde a década de oitenta.
Frank Gehry ganha exposição que celebra suas obras não arquitetônicas, aberta na galeria Gagosian, em Beverly Hills. A mostra chega após a morte do designer, em 2025, e propõe um recorte íntimo de sua produção artística. O conjunto reúne peças de peixe, ursos, cobras e crocodilos.
A curadoria de Deborah McLeod destacou a relação entre Gehry e a forma animal. Segundo ela, o peixe era visto pelo artista como uma forma perfeita, que influenciou sua arquitetura, inclusive nas obras de Bilbao. A exposição enfatiza a fluidez e o movimento.
Peças e técnica
Entre as obras, destacam-se dezenas de peixes em luminária LED, com escamas posicionadas para refletir a luz conforme o formato e o suporte. As peças variam entre obras independentes, pedestalizadas ou suspensas, criando leitura luminosa distinta.
Outra peça emblemática é Bear with Us, uma peça de aço inoxidável com cerca de 2,1 metros de altura, inspirada em ursos. A mostra apresenta duas edições, em aço e em ouro electroplateado, conforme demanda de produção e custo.
Contexto e legado
A mostra reforça a relação histórica entre Gehry e a galeria, iniciada com a exibição Frank Gehry: Unique Lamps, em Los Angeles, em 1984. McLeod afirma que as lampadas de peixe marcaram passagem importante na parceria com Larry Gagosian.
A curadora ressalta ainda o caráter humano do artista, conhecido por gentileza e proatividade social. Ela enfatiza que a exposição funciona como um espaço de encontro para amigos e fãs, diante de uma fala de legado vibrante.
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