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Onze jovens chefs promissores destacam nova geração da gastronomia brasileira

Onze jovens chefs de até 35 anos ganham espaço na gastronomia brasileira, com projetos que vão de restaurantes premiados à expansão de marcas e novidades futuras

Caio Yokota e Victor Valadão, do Aiô e do Mapu — Foto: Marcus Steinmeyer
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  • Onze jovens chefs com até 35 anos de diversas regiões do país ganham destaque; exemplos incluem Caio Yokota, 31, e Victor Valadão, 32, que converteram o food truck Mapu em restaurante Aiô, em São Paulo, com foco em comida taiwanesa.
  • Iago Jacomussi, 27, recebeu o prêmio Michelin Brasil na categoria Jovem Chef em 2025; seu restaurante Jacó, em Pinheiros, integra a seleção Bib Gourmand do guia.
  • João Diamante, 34, de Salvador/Ipanema, criou o projeto Diamantes na Cozinha e hoje comanda o Dois de Fevereiro no Rio; venceu o Champions of Change no The World’s 50 Best Restaurants em 2024.
  • Bruno Katz, 34, atua à frente de negócios como Nosso, Chanchada, Katz-Sū e Xerelete, com planos de lançar novas iniciativas, incluindo projetos no litoral.
  • Esther Weyl, 34, natural do Pará, comanda o Celeste e a Tina Merenderia em Belém, priorizando ingredientes brasileiros e amazônicos e promovendo festivais locais.

Onze jovens chefs promissores da gastronomia brasileira

Selecionamos onze cozinheiros com até 35 anos, de diversas regiões, ganhando destaque pela visão contemporânea na cozinha nacional.

Caio Yokota e Victor Valadão

Caio, 31, paulista, é agitado; Victor, 32, mineiro, é mais tranquilo. Formaram parceria após o curso na Anhembi Morumbi e se consolidaram na comida taiwanesa no Brasil. O contato com a culinária surgiu pela via do sócio Duilio Lin. Em 2019 transformaram o food truck Mapu em restaurante na Vila Mariana, SP. Em 2023 nasceu Aiô, com proposta autoral. Hoje estudam abrir uma padaria para atender aos restaurantes e ao público.

Iago Jacomussi

Em 2025, o paulista de 27 anos recebeu o Michelin Brasil na categoria Jovem Chef. O restaurante Jacó, em Pinheiros, SP, integra a seleção Bib Gourmand. Formado pela Le Cordon Bleu, passou por Evvai e Maní, além de experiências no Belcanto (Lisboa) e Jordnær (Dinamarca). O cardápio prioriza sazonalidade e estética, com foco em uma cozinha criativa. Em breve, planeja lançar um bar acoplado e uma marca de bebidas.

João Diamante

Nascido em Salvador e criado no Rio, 34 anos, destaca a trajetória na Marinha, a formação em gastronomia e o estágio com Alain Ducasse em Paris. Criou o projeto Diamantes na Cozinha, que capacita pessoas vulneráveis e já impactou 6 mil famílias. Desde 2024, comanda o menu do Dois de Fevereiro, na Pequena África, RJ, com proposta afro-brasileira. Atua como consultor, palestrante e apresentador.

Benê Souza

Benê, 28, atua no Z Deli, em São Paulo, onde a fila costuma indicar a popularidade da casa. A cozinha de identidade judaica privilegia pratos simples, como entradas de alcachofras à judaia. Natural de Sumaré, começou na indústria, migrou para a gastronomia no Maní e, desde 2024, lidera o Virado SP. Pretende ampliar com um PF, mantendo a linha popular e acessível.

Bruno Katz

34 anos, Rio de Janeiro, é empresário da gastronomia com atuação em múltiplos negócios. Iniciou com o Nosso, em Ipanema, e abriu o Chanchada, Botafogo, além da banca C.i.n.z.a. e do Katz-Sū, Jardim Botânico. Em 2024, inaugurou o Xerelete, em Búzios. A trajetória inclui estágios com Roberta Ciasca e Troigros, com passagem por Daniel, em NY. Planeja novidades como um japonês contemporâneo no Katz-Sū e uma peixaria.

Kaywa Hilton

Kaywa, 35, de Minas Gerais, cresceu entre moqueca e camembert e trilhou carreira na França. Trabalhou no Le Pré Catelan, Ducasse au Plaza Athénée e La Grande Cascade, além de passagens pelo Rio e pelo Uruguai. Em 2020 criou o Boia, em Salvador, usando pescados locais. Em 2024 abriu o Maré, na Praia do Forte. Priorização de matéria-prima local e pesca artesanal marcam o cardápio, com consumo mensal próximo de 800 kg de peixe.

Esther Weyl

Paraense de 34 anos, Esther se destacou em Belém, com o Celeste e a Tina Merenderia. Em 2024, após passagem por Tanit, Maní e experiências internacionais, abriu a Tina Merenderia ao lado do Celeste. Em 2023 organizou o Festival Belém no Prato, conectando chefs e produtores locais. Seu cardápio valoriza ingredientes amazônicos, com técnicas contemporâneas e referências regionais.

Pedro Godoy

Pedro, 34, pernambucano, está em Recife desde 2019 com o Arvo, que reinventa clássicos nordestinos. Em 2022, lançou o Voar; recentemente, o Terra, no Shopping Recife, ampliando o alcance regional. Em 2025, sinaliza expansão para outros estados e um projeto de comida saudável em parque. Defende a valorização de ingredientes regionais e sazonais.

Giovanna Grossi

Giovanna, 34, paulista criada em Maceió, circulou pela França, Espanha e Dinamarca para aperfeiçoar conhecimento. Foi a primeira mulher a representar o Brasil na final Bocuse d’Or, aos 23 anos. Em 2019 inaugurou o Animus, em São Paulo, com foco em sazonais nacionais. Em 2024 encerrou as operações; planeja abrir novo restaurante em Alagoas com o marido, Victor Branco.

Relevância e próximos passos

Os onze chefs destacam-se pela construção de propostas próprias, promoções de insumos nacionais e visão de futuro. A diversidade regional imprime riqueza à gastronomia brasileira, com projetos que contemplam restaurantes, bares, padarias e novas marcas. Os próximos passos variam entre expansão regional, lançamentos de marcas de bebidas e novas operações gastronômicas.

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