- Fabrício Carpinejar conduziu o painel “Inovação pelo Afeto: que ninguém seja invisível do seu lado” no São Paulo Innovation Week, na quinta-feira, 14, ovacionado pelos presentes.
- O evento é uma parceria entre o Estadão e a Base Eventos e ocorre no Pacaembu e na Faap, com mais de dois mil palestrantes convidados até sexta-feira, 15.
- Entre as falas, o escritor destacou que a felicidade é um filme de baixo orçamento e que não precisamos de muito para ser feliz.
- Ele afirmou que a solidão é problemática: a falta de solitude pode gerar doenças como depressão e ansiedade. Também disse que a saudade é sentimento em extinção.
- Outros pontos aprovados foram: acumular bens é infeliz; ser forte pode levar ao isolamento; somos invisíveis e não devemos deixar ninguém invisível ao lado.
Fabrício Carpinejar conduziu o painel Inovação pelo Afeto: que ninguém seja invisível do seu lado durante o São Paulo Innovation Week (SPIW), nesta quinta-feira 14. O poeta foi ovacionado pelos presentes e circulou entre o público durante a atividade.
O SPIW é realizado com apoio do Estadão e da Base Eventos, no Pacaembu e na FAAP, em São Paulo. O festival, que reúne especialistas de tecnologia e inovação, segue até sexta-feira 15, com palestrantes nacionais e internacionais.
Durante a sessão, Carpinejar trouxe reflexões sobre vida, presença e humanidade, apresentadas de forma performática e direta. As falas abordaram temas como memória, solitude, vínculos e o cuidado com quem está ao redor.
Lições sobre vida e presença
Felicidade é descrita como filme de baixo orçamento, segundo o palestrante, que questiona por que a felicidade parece tão rara na atualidade. A ideia enfatiza simplicidade e equilíbrio nas relações.
A solidão é tema central: a ausência de contato pode gerar doenças, mas a falta de tempo para a solitude também é prejudicial. O autor aponta que conviver com a ausência de isolamento pode favorecer a saúde mental.
A saudade, afirma, está em extinção porque a memória é sobrecarregada por imagens. Em eventos, por exemplo, a tendência é gravar tudo e perder o registro da experiência.
Acumular bens é visto como caminho para a infelicidade. Escolhas e desprendimentos são necessários para evitar o peso de carregar versões passadas de si mesmo.
Ser forte, segundo o texto, não é elogio. A fluidez de apoio entre pessoas é essencial; a rigidez pode isolar e agravar dificuldades, enquanto a fragilidade oferece proteção.
Somos invisíveis, alerta o escritor, e a missão é não deixar ninguém perto. Reconhecer o impacto do outro fortalece as relações e reduz o sentimento de apagamento.
O grande problema da felicidade reside no desfecho: o momento de parar é incerto, e a felicidade pode virar apego doloroso quando não há esse freio.
Nunca nascemos nos amando, conclui o carpinejariano, pois o amor-próprio nasce de fora, por meio de quem nos acolhe e estimula. O apelo é manter o cuidado com o outro como caminho para si.
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