- Em Cannes, Hannah Einbinder afirmou que o custo de não falar sobre a Palestina é maior do que perder a carreira em Hollywood.
- Ela disse que não se intimidará em defender causas, seguindo uma tradição de palestinos e aliados judeus que são vocais.
- Sobre a possibilidade de ser blacklistada, citou Susan Sarandon e Melissa Barrera e afirmou que o custo do silêncio é maior.
- Einbinder mencionou que adoraria trabalhar com Melissa, Susan, Mark Ruffalo e Javier Bardem, brincando sobre um possível filme em caravana neste verão.
- No filme Teenage Sex and Death at Camp Miasma, ela interpreta Kris, uma cineasta que revive uma franquia de horror com Gillian Anderson, abordando temas de vergonha em torno do sexo.
Hannah Einbinder, atriz vencedora do Emmy, disse em Cannes que o custo de não falar sobre a situação na Palestina é maior do que perder a carreira em Hollywood. A declaração foi feita durante uma apresentação na temporada do festival de cinema, enquanto a artista comentava sobre o impacto de posicionamentos públicos em trajetórias profissionais no cinema.
A artista destacou que busca acompanhar o exemplo de palestinos que atuam como seus próprios defensores e reforçou a importância de aliados judeus que se posicionam de forma vocal em tempos de retração pública. Einbinder afirmou que prefere seguir essa tradição de apoio coletivo a causas importantes.
Questionada sobre o risco de ser blacklistada, como outros atores que já disseram ter perdido trabalhos após falas sobre Palestina, Einbinder respondeu que o custo de permanecer silente é maior, enfatizando a necessidade de manter prioridades claras e que a vida de cada ser humano está acima de uma carreira.
Ela mencionou, ainda, a vontade de trabalhar com colegas que defendem causas semelhantes, citando nomes de atores como Melissa Barrera, Susan Sarandon, Mark Ruffalo e Javier Bardem, em tom bem-humorado ao mencionar futuras colaborações, como uma possível viagem de elenco.
No discurso, Einbinder também relembrou uma fala durante a cerimônia de Emmys do ano anterior e comentou sobre a percepção de que questões políticas ganham visibilidade apenas quando afetam pessoas brancas, segundo sua leitura de Hollywood. Ela divulgou que participaria de conversas públicas sobre temas relevantes para a indústria.
Entre os temas abordados na participação, Einbinder comentou sua nova produção Teenager Sex and Death at Camp Miasma, que estreou em Cannes na semana, na qual atua como Kris, uma cineasta independente que busca revitalizar uma franquia de terror com uma das icônicas protagonistas representadas pela atriz Gillian Anderson.
A película surge como abordagem de temas como vergonha e desconforto em torno da sexualidade, segundo a artista, que destacou a relação entre a obra e a experiência da diretora Jane Schoenbrun, que assume a própria identidade queer durante a narrativa. Einbinder ressaltou a identificação de comunidades marginalizadas com esse debate.
Sobre a relação dramática entre as protagonistas, Einbinder comentou que a química é orgânica e elogiou a atuação de Anderson, apontando a coreografia física e a motivação de cada cena como elementos centrais do desempenho. A atriz mencionou ainda que o elenco trouxe contribuições distintas ao projeto, sem apresentar detalhes adicionais.
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