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Paris Jackson consegue reaver US$ 625 mil em bônus de advogados do espólio

Paris Jackson vence ação para recuperar US$ 625 mil em bônus pagos a advogados do espólio de Michael Jackson, medida vista como avanço na transparência

Michael Jackson e Paris Jackson
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  • Paris Jackson ganhou decisão para obrigar a devolução de US$ 625 mil em bônus pagos a três advogados pelo espólio de Michael Jackson, referentes a 2018.
  • Os advogados são Jay Cooper (US$ 250 mil), Jeryll Cohen (US$ 125 mil) e Howard Weitzman (US$ 250 mil, falecido).
  • O juiz aposentado Mitchell Beckloff determinou que os bônus parecem arbitrários e não houve base suficiente para considerar os pagamentos justos e razoáveis.
  • O espólio deverá receber os valores de volta e, no futuro, executores não poderão pagar bônus a advogados sem consentimento por escrito de todos os beneficiários ou ordem judicial.
  • Beckloff também mandou reter 30% dos honorários até uma ordem que aprove os pagamentos; Paris é creditada como catalisadora de maior transparência nas contas do espólio.

Paris Jackson vence batalha para reaver US$ 625 mil em bônus pagos a advogados do espólio; decisão é anunciada em documento de 23 páginas

Paris Jackson obteve uma vitória no processo para recuperar US$ 625 mil em bônus pagos a advogados do espólio de Michael Jackson. A decisão foi tornada pública na terça-feira e envolve pagamentos feitos em 2018 a três profissionais ligados ao caso de inventário do astro.

A juíza aposentada Mitchell Beckloff acolheu a reivindicação de Paris para devolução dos valores, que incluem US$ 250 mil a Jay Cooper, do Greenberg Traurig; US$ 125 mil a Jeryll Cohen, do Saul Ewing; e US$ 250 mil ao falecido Howard Weitzman, da equipe do espólio. Beckloff também criticou a prática de bônus sem base comprovada.

Segundo o documento, o árbitro responsável considerou que não havia justificativa suficiente para os bônus serem classificados como justos e razoáveis. A decisão determina a devolução dos pagamentos ao espólio e estabelece regras para futuros bônus, exigindo consentimento dos beneficiários ou ordem judicial para pagamentos desse tipo.

Reações e consequências

A decisão também determina que o espólio retenha 30% dos honorários até aprovação formal, além de reconhecer Paris como catalisadora de uma nova exigência de transparência sobre honorários entre 2019 e 2024. Um porta-voz de Paris afirmou que a família Jackson vive a expectativa de maior transparência e responsabilização.

Em resposta, um porta-voz do espólio declarou que, embora discordasse da decisão, a executoria pretende cumpri-la. O comunicado ressalta o histórico de melhoria financeira do espólio desde a morte de Michael Jackson em 2009 e enfatiza que os executores já exigiam aprovação judicial para honorários pagos a advogados externos.

Paris, aos 28 anos, é beneficiária do espólio ao lado dos irmãos Prince, 29, e Bigi, 24. A família tem buscado maior accountability sobre as despesas do espólio, de acordo com petições recentes obtidas pela Rolling Stone EUA. Michael Jackson faleceu em 25 de junho de 2009, aos 50 anos.

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