- Virginia Fonseca afirmou, em live, que corrige as filhas de maneiras diferentes: com Maria Alice, consegue chamar a atenção; com Maria Flor, fabrica uma trava emocional.
- Ela destacou que isso não significa amor desigual e negou que haja preferência pela filha.
- A terapeuta Glaucia Santana explicou que é comum mães terem áreas de aproximação distintas com filhos, por temperamento, fase ou necessidade.
- A criança pode interpretar mais atenção ou paciência para o irmão como falta de amor, o que gera a ferida emocional.
- Para curar esse sentimento, são três passos: nomear a ferida, separar fato de interpretação e promover reparo emocional; a terapia pode ser indicada quando o ciúme é persistente.
Virginia Fonseca voltou a ocupar o centro de um debate familiar ao revelar, em uma live no Instagram, que corrige as filhas de maneira diferente. A influenciadora afirmou reconhecer dificuldades ao lidar com a filha Maria Flor e destacou que essa diferença não significa amor desigual. O relato é analisado por especialistas como um caso comum na prática cotidiana.
A live ocorreu em um momento de transparência sobre a maternidade e gerou discussão sobre como percepções de atenção influenciam crianças. Virginia compartilhou lembranças de quando era pequena e explicou ter entendido, com a maternidade, que a percepção de ser menos amada pode estar ligada a diferentes dinâmicas de cuidado, não a favorecimento real.
Para a terapeuta Glaucia Santana, do Espaço Hi, em São Paulo, o episódio ilustra um fenômeno frequente: mães podem se sentir mais próximas de um filho em certas fases, por temperamento ou necessidades específicas. Isso não implica amor menor, mas pode levar a diferentes formas de manejo, o que pode impactar a percepção da criança.
A especialista aponta que a interpretação infantil é crucial: a criança tende a medir amor pela experiência de cuidado recebida, não pela intenção dos adultos. Quando o irmão recebe mais atenção, a criança pode concluir erroneamente que não é suficiente amada, mesmo que a realidade seja diferente.
Segundo Glaucia Santana, o tratamento da “ferida” passa por três etapas: nomear a sensação, separar fato de interpretação e promover reparo emocional. Nomear envolve reconhecer sentimentos de ficar menos visto ou substituído. O segundo passo envolve contextualizar para reduzir a dor, com base em vivências adultas.
O reparo emocional consiste em fortalecer a autoestima e a sensação de pertencimento, bem como buscar conversas maduras com a mãe, sem acusações e com pedidos claros. Se a ferida persistir, a terapeuta recomenda acompanhar com terapia para reorganizar memórias emocionais.
A especialista também indica sinais de que o acompanhamento é necessário: ciúmes excessivos, rejeição crônica, necessidade constante de confirmação de afeto ou relacionamentos marcados pela busca de validação. Nesses casos, a terapia pode ajudar a reduzir esse padrão de competição por afeto.
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