- Antonio Fagundes intensifica sua defesa de que atrasos nos teatros não devem atrapalhar o público presente, não devolvendo ingresso e chegando a ser processado por isso.
- Ele dirige a peça Sete Minutos, em cartaz no Cultura Artística, e atua em Dois de Nós, em cartaz no Tuca, enquanto grava a novela Quem Ama Cuida na Globo.
- Em entrevista, o ator comenta retorno à Globo sete anos após deixar o contrato de exclusividade, destacando a mudança do modelo de contratação e a necessidade de equipes estáveis.
- A nova novela começa com uma enchente e o personagem de Fagundes morre nos primeiros 13 capítulos; ele afirma que não deve retornar ao papel devido à agenda cheia.
- Fagundes fala sobre mudanças na televisão, avanços da tecnologia e inteligência artificial, além de reforçar a importância do teatro como espaço humano, diferenciando-se da produção televisiva.
Antonio Fagundes está em duas frentes em São Paulo e no Rio de Janeiro: ele dirige e atua em peças, e volta às novelas na Globo com Quem Ama Cuida, gravada no Rio. Ao mesmo tempo, coloca em cartaz Dois de Nós e Sete Minutos, em períodos diferentes da semana.
A peça Sete Minutos é uma comédia que aborda a relação entre plateia e palco. O enredo mostra um ator que abandona o palco por causa de um celular tocando no início de Macbeth, refletindo sobre a atenção do público hoje.
A atuação de Fagundes em Quem Ama Cuida coloca-o no papel de Arthur Brandão, um magnata joalheiro que deixa a herança para uma mulher que perdeu tudo numa enchente. A novela estreia em 18 de maio, às 21h, na Globo.
A peça Dois de Nós fica em cartaz até 31 de maio no Tuca, com ingressos a partir de R$ 100. Sete Minutos inicia temporada em 21 de maio no Cultura Artística, com ingressos a partir de R$ 120. Os horários e locais são divulgados pela produção.
Em entrevista por videoconferência à BBC News Brasil, Fagundes comenta a retomada da carreira após sete anos sem contrato fixo com a Globo. Ele volta para 13 capítulos de Quem Ama Cuida, com morte do personagem prometida no desfecho breve.
O ator defende que o modelo de contratação por obra fragiliza equipes técnicas e criativas. Segundo ele, foi necessário manter contratos de longo prazo para manter qualidade, ritmo e integração entre elenco e equipe.
Ele também avalia mudanças na televisão brasileira, destacando avanços tecnológicos e a necessidade de aprender a produzir com mais calma. A comparação com produções estrangeiras é constante na fala dele.
Sobre o uso da inteligência artificial, Fagundes afirma haver riscos de clonagem de atores e de violação de direitos autorais. Ele defende cuidado com a tecnologia, destacando que o teatro permanece humano e essencial.
O veterano de 50 anos de carreira diz que não se considera galã. Acredita que o público determina a percepção de carisma e beleza, não o autor ou a imprensa. O comentário surge ao falar sobre a masculinidade no cinema.
Carreira, contratos e realidade da indústria
Fagundes relembra que o retorno ocorre com uma agenda lotada de atividades entre teatro e TV. Ele ressalta que a agenda exige organização rigorosa entre gravações, direção de peças e gestão de produções.
Sobre a reação do público às regras de entrada, ele diz que há resistência de parte do público. A maioria apoia a prática de manter ingresso e sala em silêncio até o início.
A entrevista também aborda a temática da novela, que retrata enchentes como realidade cada vez mais frequente. Ele vê a escolha narrativa como responsabilidade social da telenovela brasileira.
O ator reforça que, apesar da agenda apertada, está feliz por voltar a atuar. O retorno ocorre com o elenco de alto nível e com a direção de Walcyr Carrasco, reconhecido como mestre no meio.
A respeito do futuro, Fagundes confirma que o personagem principal de Quem Ama Cuida morre nos primeiros 13 capítulos. A chance de retorno é considerada improvável pela agenda do artista até o fim do ano.
Fonte: entrevistas e material de divulgação da Globo.
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