- Cate Blanchett, aos 57 anos, disse no Festival de Cannes que a pauta Me Too esfriou no audiovisual.
- A atriz afirmou que o silenciamento de abusos no ambiente de trabalho desencoraja vítimas a falarem, e que a discussão foi interrompida muito rapidamente.
- Ela explicou que isso revelou uma camada sistêmica de abuso e que, se não se identifica o problema, não se resolve.
- Blanchett destacou desequilíbrio de poder em sets, lembrando ter atuado em ambientes com 10 mulheres e 75 homens no mesmo horário.
- O movimento Me Too surgiu em 2017 para combater assédio e agressão sexual, buscando apoio a vítimas de grandes magnatas de Hollywood e de outras áreas.
Cate Blanchett afirmou, no Festival de Cannes, que o movimento Me Too acabou “muito rapidamente” e lamentou o esfriamento da pauta sobre abusos no audiovisual. A declaração foi veiculada pela Variety após a entrevista.
A atriz de 57 anos disse que o silenciamento de denúncias dentro do ambiente de trabalho desencoraja as vítimas a falarem. Ela apontou que o tema revelou uma camada sistêmica de abuso que não se limita à indústria de cinema.
Blanchett destacou ainda um desequilíbrio de poder em sets de filmagem de sua experiência recente, lembrando situações com grande assimetria entre mulheres e homens no mesmo horário de trabalho. Ela enfatizou o impacto disso no ambiente e no processo criativo.
Contexto: o movimento Me Too surgiu em 2017 como resposta a abusos e agressões sexuais, ganhando força mundial após denúncias contra Harvey Weinstein. A ideia era apoiar vítimas e expor abusos de grandes figuras do audiovisual.
Segundo a atriz, a recuperação de ações contra abusos depende de manter o tema vivo e identificar problemas estruturais. Ela reforçou a necessidade de diálogo contínuo para que mudanças ocorram de forma efetiva, sem silenciar relatos.
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