- O ator Jon Voight reuniu-se com o presidente Donald Trump na Casa Branca em 11 de fevereiro para defender um crédito fiscal federal que incentive a produção de cinema e televisão nos EUA.
- A ideia apresentada prevê um crédito fiscal federal de 20% para custos de mão de obra em produções nos Estados Unidos, com adicional de 5% para filmes independentes ou filmagens em zonas de desastre ou em área de livre empresa.
- A coalizão de Hollywood que trabalha com Voight inclui a Motion Picture Association, o Directors Guild of America e sindicatos de atuação, roteiristas e outros talentos.
- O objetivo é tornar a produção nacional competitiva frente a locais como Reino Unido e outros, reduzindo a fuga de produções para o exterior. Dados apontam queda de 10% nas filmagens nos EUA no primeiro trimestre, com o Reino Unido e o Canadá somando quase um terço da produção global.
- Em 2025, Califórnia ampliou seus incentivos fiscais para 750 milhões de dólares por ano; primeiros resultados indicam aumento de quase 11% nos dias de filmagem em Los Angeles no primeiro trimestre.
Jon Voight se reuniu com o presidente Donald Trump na Casa Branca em 11 de fevereiro, para defender um crédito fiscal federal que incentive a produção de cinema e televisão nos Estados Unidos. A informação foi confirmada à imprensa pelo representante do ator na segunda-feira (18). A reunião não havia sido divulgada anteriormente.
A proposta prevê um crédito fiscal federal de 20% sobre custos de mão de obra em produções nacionais, com aumento de 5% para filmes independentes ou filmagens em zonas de desastre ou em uma área de livre empresa. A ideia é tornar o custo de produção nos EUA competitivo frente ao exterior, aliado a incentivos estaduais.
Voight atua junto a uma coalizão que envolve a Motion Picture Association, o Directors Guild of America e sindicatos de atores e roteiristas. O objetivo é conter a fuga de produções para o exterior e atrair projetos de volta a Hollywood. Jamie Paul, CEO do SP Media Group, e Scott Karol, presidente da SP Media, propõem o modelo de crédito fiscal.
Entre os números do momento, a ProdPro aponta queda de 10% nas filmagens nos EUA no primeiro trimestre em relação ao ano anterior. O país ainda respondia por cerca de 38% da produção global de cinema e TV, com Reino Unido e Canadá somados representando quase um terço. Em setembro de 2025, Trump já havia sugerido tarifa de 100% sobre filmes feitos no exterior, enquanto defensores do setor pediam foco em incentivos fiscais.
Dados recentes apontam resultados iniciais positivos: as filmagens em Los Angeles cresceram quase 11% no primeiro trimestre, segundo a agência de licenciamento FilmLA. A Califórnia elevou em 2025 seus incentivos anuais para produção, chegando a 750 milhões de dólares. A medida é vista como parte de um esforço mais amplo para manter a indústria da ficção na base americana.
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