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Vik Muniz reflete sobre identidade artística e mudanças no meio

Maior exposição de Vik Muniz chega ao Rio, com obras inéditas, incluindo séries feitas com cinzas do Museu Nacional ligadas ao incêndio de 2018

Foto: Marco Anelli/Divulgação
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  • A maior exposição da carreira de Vik Muniz chega ao Rio de Janeiro, no Centro Cultural Banco do Brasil, com o título Vik Muniz – A Olho Nu, reunindo mais de duzentos trabalhos.
  • São obras selecionadas pelo curador Daniel Rangel, incluindo peças inéditas para o público brasileiro, como a série Veículos Mnemônicos, com a escultura Ferrari Berlinetta.
  • A mostra traz a série Museu de Cinzas, que recria artefatos do Museu Nacional usando cinzas do próprio museu, em referência ao incêndio de 2018.
  • As obras também deverão integrar uma exposição no Museu Nacional, ainda em obras, no local onde começou o fogo, conforme o artista.
  • A montagem no Rio é maior e mais completa que as anteriores em Recife e Salvador, com mais de duzentas peças e uma curadoria compartilhada entre Vik Muniz e o curador Daniel Rangel.

Vik Muniz chega ao Rio de Janeiro com a maior mostra já dedicada à sua carreira. A exposição Vik Muniz – A Olho Nu estreia no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e reúne mais de 220 trabalhos, curados por Daniel Rangel. O conjunto percorre diferentes fases do artista, presente em Recife e Salvador anteriormente.

A mostra traz obras inéditas para o público brasileiro, como a série Veículos Mnemônicos, incluindo a escultura Ferrari Berlinetta. A peça é uma reprodução em quatro metros de comprimento de um carrinho de brinquedo da infância de Muniz, importada da Itália. Outra série inédita aborda o tema da memória associada a objetos.

Em Museu de Cinzas, Muniz recria artefatos destruídos pelo incêndio que atingiu o Museu Nacional, com cinzas do próprio museu. O artista confirma ao Estadão que as obras também vão integrar uma exposição no Museu Nacional, ainda em obras, no local onde começou o fogo.

Muniz fala sobre seu processo criativo, a relação com a longevidade da carreira e a escolha de manter várias séries simultâneas. O público paulistano pode reconhecer a ideia de permanência e transformação que permeia o conjunto exibido no Rio.

A curadoria ficou a cargo de Daniel Rangel, com participação direta do artista em parte da seleção. A organização da mostra no CCBB amplia a presença de Muniz no Brasil, após passagem anterior pelo Nordeste e pela Bahia.

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