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Filha de faxineira paulistana e pintor de paredes, artista plástica de fama mundial

Rosana Paulino, referência mundial da arte afro-brasileira, permanece em Pirituba e planeja centro de pesquisas, afirmando que não acredita em ganhar dinheiro para deixar o país

Rosana Paulino no jardim de sua casa, em Pirituba, São Paulo
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  • Rosana Paulino, paulistana filha de uma faxineira e de um pintor de paredes, tornou-se referência global na arte contemporânea e representa o Brasil na 61ª Bienal de Veneza, ao lado de Adriana Varejão.
  • No Dia da Consciência Negra, ela lançou uma série de minidokumentários sobre 20 artistas brasileiros negros que desenvolvem trabalho de excelência, destacando que há uma nova geração bem formada e reconhecida.
  • No MAR, Paulino comandou o pavilhão brasileiro na Bienal de Veneza, com a exposição “Comigo Ninguém Pode”, parte da série Senhora das Plantas; a curatedora foi Diane Lima e a parceria é com Adriana Varejão.
  • A artista ganhou prêmios como o Munch Award (2024) e o Jane Lombard de Arte e Justiça Social, e teve obras adquiridas pela Tate Modern e pelo MoMA, consolidando uma carreira de cerca de trinta anos.
  • Mora em Pirituba, São Paulo, onde mantém o ateliê; planeja transformar o espaço em centro de pesquisas com biblioteca sobre arte, diáspora e questões afro-brasileiras, mantendo fortes laços com a região.

Rosana Paulino, paulistana filha de uma faxineira e de um pintor de paredes, consolidou-se como referência da arte contemporânea mundial. No MAR, em 2026, atuou como curadora de uma série de minidocumentários sobre 20 artistas negros brasileiros, reforçando o momento histórico de visibilidade.

A artista abriu caminho ao afirmar que o reconhecimento não é apenas modismo, destacando a formação sólida de seus pares. Representa o Brasil na 61ª Bienal de Veneza, ao lado de Adriana Varejão, com uma pauta que coloca mulheres negras em foco.

Paulino desenhou uma trajetória de mais de três décadas, com exposições em cidades como Buenos Aires, Bruxelas e Nova York. Painéis de grande escala já foram apresentados na High Line, em Nova York, e obras suas integram acervos da Tate Modern e do MoMA.

A trajetória inclui prêmios como o Munch Award e o Jane Lombard de Arte e Justiça Social, reconhecimentos que acompanham a defesa de temas como feminismo negro, ancestralidade e violência histórica.

Em Veneza, a exposição Brasil é curada por Diane Lima e tem Paulino ao lado de Adriana Varejão. O título Comigo Ninguém Pode faz referência a uma obra da série Senhora das Plantas, explorando proteção e sobrevivência em contextos hostis.

Paulino atua como mentora de jovens artistas, tendo ajudado a abrir espaço para vozes afro-brasileiras no circuito internacional. O curador Igor Simões destaca o papel de professora e abridora de caminhos para novos nomes.

Roana Paulino, hoje com 59 anos, mantém um ateliê em frente à casa onde vive, em Pirituba, zona norte de São Paulo. O espaço pretende servir como centro de pesquisa, com biblioteca especializada em artes, diáspora e questões afro-brasileiras.

A casa fica em uma área de classe média integrada pela Linha 7 do Trem Metropolitano. O projeto inclui transformar o quintal em espaço de cultivo e ampliar o acervo para jovens estudantes e artistas da região.

Paulino enfatiza a importância de manter raízes locais e ações comunitárias, afirmando que não acredita em abandonar o país em busca de sucesso internacional, mas sim em produzir impacto onde vive.

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