- A coleção Cruise 2027 da Louis Vuitton, criada por Nicolas Ghesquière, foi apresentada em frente aos salões da Frick Collection, em Nova York.
- A ideia nasce de uma mala de couro dos anos 1930, que Keith Haring pintou décadas atrás, inspirando a seleção de obras a serem incorporadas às peças.
- A linha funciona como uma colagem de memórias de Nova York, reunindo eras distintas em um mesmo tecido, com referências à pop art.
- Elementos como grafites em passamanaria e bordados de paetês dão o tom gráfico, enquanto detalhes remeterem a chassis de automóveis e caça-níqueis aparecem nas estruturas das roupas.
- A paleta de cores é vibrante, destacando o artesanal detalhado que transforma o ordinário em texturas e acabamentos metalizados, sem perder a ligação com o passado e a modernidade.
O que aconteceu: Louis Vuitton apresentou a coleção Cruise 2027 em um desfile realizado nos salões da Frick Collection, em Nova York. A casa de moda mergulha em uma leitura entre tradição europeia e dinamismo americano, com uma proposta de viagem entre eras.
Quem está envolvido: o diretor criativo Nicolas Ghesquière assina a coleção, inspirada por uma mala de couro dos anos 1930 da Louis Vuitton. A peça foi transformada em tela pelo artista Keith Haring, o que serviu de ponto de partida para o design apresentado.
Quando e onde: o desfile ocorreu para a temporada Cruise 2027, com a ambientação nos salões da Frick Collection, em Nova York, destacando a ponte entre Paris e Nova York.
Por quê: a coleção busca explorar o diálogo entre culturas, atravessando períodos históricos e referências artísticas. O objetivo é criar peças que dialoguem com a pop art e a opulência da Era Dourada, mescladas a elementos industriais.
Inspiração e contexto
A referência de base nasce de uma mala da Louis Vuitton dos anos 1930 que, décadas atrás, foi pictorialmente reinterpretada por Keith Haring. Esse encontro fortuito é o motor criativo da linha, segundo a marca.
Elementos visuais e linguagem
A leitura resulta em colagens de memórias da cidade de Nova York, onde eras distintas coexistem. Traços gráficos de Haring aparecem em roupas e acessórios, em grafites incorporados a passamanaria e bordados com paetês.
Detalhes de material e acabamento
Ecos da Era Dourada aparecem em alusões de opulência, combinadas a referências industriais modernas. Detalhes lembram chassis de automóveis e caça-níqueis integrados às estruturas das peças.
Paleta de cores e técnica
As cores são vibrantes, enfatizando a dimensão universal da cultura pop. O artesanato recebe destaque, transformando o cotidiano em texturas, relevos e acabamentos metalizados.
Impacto da mostra para a temporada
A leitura de Ghesquière reitera uma tentativa de retorno não conservador ao passado. A proposta é criar roupas que dialoguem com o presente sem perder a referência histórica.
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