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Paulistana filha de faxineira vira artista plástica reconhecida mundialmente

Rosana Paulino, filha de faxineira e pintor, estreia no MAR como artista e curadora, lança trabalhos sobre artistas negros e planeja centro de pesquisa em SP

Rosana Paulino no jardim de sua casa, em Pirituba, São Paulo
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  • Rosana Paulino, filha de faxineira e pintor de paredes, é artista plástica de alcance mundial e curadora no MAR, em lançamento de minidocumentários sobre 20 artistas brasileiros negros.
  • Ela representa o Brasil na 61ª Bienal Internacional de Veneza, ao lado da carioca Adriana Varejão.
  • A artista relembra ter trabalhado cerca de dez anos sozinha no início da carreira e destaca a ausência de artistas negros na cena nos anos noventa.
  • Internacionalmente recebeu convites de universidades americanas, mas continua morando e produzindo em Pirituba, São Paulo, onde fica seu ateliê em uma casa de três andares.
  • A ideia é transformar o espaço em centro de pesquisas com biblioteca sobre arte, diaspora e questões afro-brasileiras, promovendo atuação comunitária além da produção artística.

Rosana Paulino, artista plástica brasileira, ampliou hoje seu papel no MAR ao lançar uma série de minidocumentários sobre 20 artistas negros brasileiros de destaque. A iniciativa foi apresentada durante evento no museu.

A paulistana, filha de faxineira e pintor de paredes, já integra a equipe curatorial do MAR. Ela reforçou que o projeto busca mostrar produções fortes de artistas formados, mas pouco reconhecidos no cenário atual.

O lançamento ocorreu no Dia da Consciência Negra, em que Paulino também marcou presença na defesa de maior visibilidade para a arte afro-brasileira. Ela destaca a continuidade de um momento histórico para o setor.

Paulino atua há 30 anos na cena artística. Em entrevista à BBC News Brasil, retomou a experiência de iniciar a carreira praticamente sozinha nos anos 1990, quando a presença de artistas negros era rara.

Mesmo com reconhecimento internacional, a artista permanece em São Paulo, na Zona Norte, onde mantém um ateliê em Pirituba. O espaço fica em uma casa de três andares, com luz natural e paredes verde claro.

Além do ateliê, Paulino planeja transformar o imóvel em um centro de pesquisas para estudantes e jovens artistas, com biblioteca sobre arte, diáspora e temas afro-brasileiros, além de referências da América Latina, Ásia e Oriente Médio.

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