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Musical sobre a princesa Diana diverte sem apagar tragédia histórica

Musical em São Paulo humaniza Diana, a Princesa de Gales, ao revelar a mulher por trás da coroa e os impactos humanos da vida pública

'Diana - A Princesa do Povo' está em cartaz em São Paulo
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  • O musical Diana – A Princesa do Povo, em cartaz no Teatro Liberdade, em São Paulo, privilegia a mulher por trás da princesa Diana, oferecendo uma visão humanizada além do mito.
  • A montagem destaca conflitos da Família Real, cenografia que reproduz ambientes formais e uma igreja ligada ao casamento, além de figurinos que recriam peças icônicas.
  • O elenco tem Sara Sarres no papel de Diana, com Cláudio Castro como Charles, Giselle Prattes como Camilla Parker Bowles, Simone Centurione como Rainha Elizabeth II e Marianna Alexandre em destaque como Sarah Spencer.
  • A atuação musical apresenta momentos fortes, com algumas canções de maior impacto e trechos mais rápidos que aceleram transições entre décadas da história.
  • A peça dura pouco mais de duas horas e pode ser acompanhada de 5 de junho a 5 de julho, com sessões em horários variados no Teatro Liberdade.

Diana – A Princesa do Povo chega a São Paulo em 2026 com foco em apresentar a mulher por trás da figura pública. O musical, dirigido por Tadeu Aguiar, reúne figurinos marcantes, cenografia elaborada e momentos de leveza em meio aos conflitos da Família Real. A produção busca humanizar a personagem sem apagar a tragédia que marcou sua história.

A montagem parte de uma premissa simples: já conhece-se o final, mas interessa ver como a narrativa é conduzida. Em palco, não há apenas mito e simbolismo; há tentativa de revelar aspectos menos explorados da trajetória de Diana e o impacto de sua imagem no imaginário popular.

O espetáculo valoriza o aspecto teatral ao transformar conflitos da realeza em momentos cênicos acessíveis ao público, com momentos de humor que dialogam com a tradição do gênero musical. O roteiro equilibra marcas históricas com a análise da percepção pública.

Sobre o musical

A cenografia, assinada por Natália Lana, recria ambientes formais e protocolares típicos da realeza, incluindo uma réplica da igreja do casamento de Charles e Diana. A produção investe em recursos visuais para transportar o público ao universo da Família Real.

Os figurinos, criados por Ney Madeira e Dani Vidal, trazem recriações de peças icônicas, como o vestido de casamento, além de peças que representam a presença constante da imprensa no enredo. A imprensa é retratada de forma criativa, quase como personagem da narrativa.

Apesar de momentos fortes, a partitura musical apresenta alguns trechos menos impactantes. Quando emplacam, as canções ajudam a aprofundar conflitos e desenvolver personagens, marcando o repertório emocional da plateia.

Elenco e direção de cena

Sara Sarres oferece a Diana com interpretação própria, evitando caricaturas. O elenco sustenta os principais conflitos, com Marianna Alexandre brilhando como Sarah Spencer. Cláudio Castro constrói Charles com nuance, sem reduzi-lo a figura unidimensional.

Giselle Prattes assume Camilla Parker Bowles com protagonismo, explorando camadas da personagem. Simone Centurione, no papel da Rainha Elizabeth II, apresenta uma leitura com nuances que enriquecem a montagem.

Alguns momentos respiram melhor que outros, principalmente por conta da economia de tempo na passagem de décadas. Contudo, cenas que recuam ao essencial conseguem manter o espectador conectado com a história.

Serviço

Diana – A Princesa do Povo permanece em cartaz de 5 de junho a 5 de julho, com sessões sextas-feiras às 20h, sábados às 16h e 20h30, e domingos às 15h e 19h30. Local: Teatro Liberdade, Rua São Joaquim, 129, São Paulo (SP).

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