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Debate sobre preenchimento labial envolve Anitta e Chloe Cherry

Especialistas alertam para limites do preenchimento labial diante de riscos de distorção facial, complicações e pressão das redes sociais

Chloe Cherry e Anitta (Redes Sociais/Reprodução)
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  • Chloe Cherry comentou ter feito tantos preenchimentos labiais que já não precisa de creme anestésico, reacendendo o debate sobre limites e impactos de intervenções repetidas.
  • Celebridades como Courteney Cox, Lindsay Lohan e Anitta já relataram experiências semelhantes de excessos e arrependimentos.
  • Dermatologista Andressa Vargas alerta que o maior risco costuma ser o excesso, que pode alterar proporções, deixar o rosto artificial e, em casos raros, provocar complicações vasculares.
  • Cirurgião Francisco Tribulato diz que o principal limite da harmonização facial é preservar a identidade da pessoa; excesso pode tirar a naturalidade e chamar mais atenção ao procedimento.
  • Especialistas destacam a influência das redes sociais e de referências muito editadas, com pacientes buscando reproduzir rostos alheios, reforçando a necessidade de avaliação ética e, quando necessário, abordagem multidisciplinar.

Chloe Cherry voltou a acender o debate sobre preenchimento labial ao comentar os efeitos da quantidade de preenchimentos realizados ao longo dos anos. A atriz da série Euphoria afirmou que já não precisa usar creme anestésico para a prática, por estar acostumada com a sensação. O episódio reacende questionamentos sobre limites e impactos de intervenções repetidas.

A fala da artista se soma a relatos de outras celebridades que já discutiram excessos estéticos, como Courteney Cox, Lindsay Lohan e Anitta. O tema ganha ainda mais relevância diante de críticas sobre padrões de beleza impostos pelas redes sociais e pela indústria.

Limites e riscos segundo especialistas

Segundo a dermatologista Andressa Vargas, o maior risco está no excesso e na repetição sem indicação clínica adequada. Preenchimentos em demasia podem alterar proporções faciais, dar aspecto artificial e, em casos raros, provocar complicações vasculares.

A médica alerta sobre distorções anatômicas, acúmulo de produto e irregularidades, além de flacidez compensatória e alterações na mobilidade facial. Em procedimentos cirúrgicos, várias intervenções elevam o risco de cicatrização inadequada e perda de naturalidade.

Harmonização e identidade

O cirurgião plástico Francisco Tribulato destaca que o principal limite é a preservação da identidade do paciente. Quando surge perda de expressão natural, exagero volumétrico ou descaracterização, o limite pode ter sido ultrapassado, segundo ele.

Os profissionais ressaltam também a influência das redes sociais. Filtros e imagens editadas criam um padrão muitas vezes inalcançável, levando pacientes a esperar resultados irreais e buscar mudanças excessivas.

Expectativas e conduta clínica

Tribulato afirma que alguns pacientes chegam com desejo de reproduzir rostos de outras pessoas, o que não é saudável nem biologicamente coerente. O papel do médico, dizem os especialistas, é orientar com equilíbrio, respeitar a anatomia, a naturalidade e a saúde emocional.

Andressa ressalta que perfis com expectativas desproporcionais merecem avaliação cuidadosa. Em casos de dúvidas sobre a relação entre estética e questões emocionais, pode ser ético não realizar o procedimento e indicar abordagem multidisciplinar.

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