- O Met Gala de 2026 levantou cerca de 42 milhões de dólares, com Jeff Bezos e Lauren Sánchez Bezos como co-presidentes honorários, e ingressos a 100 mil dólares.
- Houve protestos contra a participação dos Bezoses, incluindo ações de grupos que exibiram entrevistas de trabalhadores da Amazon e distribuiram urina falsa no museu.
- A relação entre moda e tech ganhou ainda mais polêmica, com críticas de insiders e designers sobre o peso de doações de bilionários na construção de glamour e cultura.
- O papel de Anna Wintour permanece central, mas há ceticismo sobre o impacto dessas ligações para a indústria e para marcas tradicionais em dificuldades.
- A Costum Institute avalia reduzir a dependência do gala, com previsão de que, até 2028 ou 2030, possa ter acumulado fundos suficientes sem depender tanto do evento anual.
A apresentação da exposição de primavera do Met Costume Institute, tradicional ato público, ganhou destaque neste ano pela participação de Jeff Bezos e Lauren Sánchez. O evento, realizado no Met Museum, contou com a intervenção de Anna Wintour, que apresentou os Bezos como apoiadores relevantes, em meio a protestos que já se acumulavam nas ruas de Nova York.
O patrocínio de 10 milhões de dólares recebeu críticas ligadas à crescente desigualdade e ao papel de grandes arrecadadores da tech no circuito da moda. Enquanto o gala arrecadou cerca de 42 milhões de dólares, setores da indústria questionaram a influência de figuras ligadas à Amazon e à indústria tecnológica na cena fashion.
Reação e contexto
Protestos de grupos que contestam a participação de magnatas da tech no evento ganharam rua e cobertura midiática. Entidades e artistas lembraram a relação entre as plataformas digitais, condições de trabalho e a riqueza concentrada nas mãos de poucos. A controvérsia destacou o abismo entre o discurso filantrópico e as críticas ao poder corporativo.
Fontes próximas ao meio afirmam que a relação entre a Vogue e figuras como Sánchez Bezos continua a abrir portas na indústria, com profissionais do setor recebendo incentivos para colaborar com o casal. Em paralelo, o Met Gala mantém seu papel de vitrine criativa, fundamental para financiar o Costume Institute.
Especialistas apontam que a parceria entre moda e tecnologia pode permanecer estável, ainda que haja dificuldades de percepção pública. A discussão envolve desde financiamento de exposições até impactos sobre a autonomia criativa de designers e curadores.
Observadores ressaltam ainda que o evento enfrenta um dilema de sustentabilidade financeira. A direção do Costume Institute considera estratégias para reduzir a dependência anual do gala, mantendo o apoio privado sem perder o impulso artístico.
Enquanto isso, a cobertura da mídia aponta um equilíbrio instável entre glamour, crítica social e interesses comerciais. A agenda da indústria permanece marcada por aclamadas criações, patrocínios expressivos e uma governança cultural que provoca debates sobre inclusão e poder.
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