- Salvador Dalí frequentava hotéis e restaurantes luxuosos na França e em outros países europeus.
- Na hora de pagar, ele preenchia o cheque com o valor da conta e desenhava um pequeno esboço no verso.
- Os proprietários percebiam que o rabisco podia valer mais do que a refeição e guardavam o cheque como obra de arte.
- Com isso, Dalí saía sem pagar de verdade, pois o cheque nunca era descontado.
- A prática associou-se à fama dele, transformando seus desenhos em itens de valor para os estabelecimentos.
Salvador Dalí enganava donos de restaurantes de luxo ao comer de graça, com cheques que não eram descontados de propósito. O truque explorava a fama do artista para transformar contas em obras de arte.
Frequentador assíduo de hotéis e restaurantes sofisticados na França e em outros países europeus, Dalí assinava cheques normalmente pelo valor da conta e, antes de assinar, fazia um desenho no verso. O rabisco era visto como peça única.
Proprietários percebiam que o esboço tinha valor artístico superior ao da refeição. Muitos optavam por guardar o cheque assinado, decorando o espaço com a obra de Dalí, em vez de descontá-lo no banco. Assim, o artista saía sem pagar.
Como funcionava a estratégia
O artista mantinha o ritual de desenhar no verso do cheque após confirmar o valor da conta. Ao assinar, o papel era considerado uma obra de arte com valor adicional, o que desencorajava a retirada do valor pela casa.
A prática contava com a popularidade de Dalí, cujas criações já eram reconhecidas mundialmente. Restaurantes viam na arte uma forma de atrair clientela e transformar a visita em uma experiência exclusiva.
A técnica não era divulgada como golpe, mas acabou associada ao imaginário do artista. Não houve registros oficiais de processos legais envolvendo Dalí nessa prática, que permanece como curiosidade histórica.
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