- Larissa Mauro, atriz brasiliense com dezoito anos de carreira, faz participação especial na novela Quem ama cuida como mãe resgatada em enchente; a cena é marcada por drama e pela morte do herói Carlos, interpretado por Jesuíta Barbosa.
- A atriz pesquisadora estudou na Universidade de Brasília (UnB), tem mestrado em atuação na East 15 Acting School, em Londres, e integrou o Conservatório Teatral GITIS, em Moscou, defendendo um trabalho de atuação realista.
- Além da atuação, ela atua como preparadora de elenco e está lançando o método Meu pequeno ator, voltado a atuação audiovisual para pais e filhos; em 2020 dirigiu, roteirizou e atuou em Vírus, autoficção sobre seu processo de se reconhecer como mulher negra.
- Recentemente integrou o elenco da série Emergência radioativa, da Netflix, no papel da enfermeira Nádia (2026); o filme A natureza das coisas invisíveis, também na Netflix (2025), participou de mais de trinta festivais e recebeu mais de vinte prêmios.
- Em 2026, a Andaime Cia de Teatro, que cofundou ainda na UnB em 2007, completa 19 anos; Larissa mora em São Paulo em busca de oportunidades e incentiva jovens artistas a se agruparem, estudarem produção e projetos, lembrando que períodos de entressafra são comuns na profissão.
Larissa Mauro, atriz brasiliense com 18 anos de carreira, estreou na teledramaturgia com participação especial em Quem ama cuida. Ela vive a mãe resgatada de uma enchente, cuja morte do herói Carlos, interpretado por Jesuíta Barbosa, impacta a história de Adriana, interpretada por Letícia Colin. A cena teve grande carga emocional.
A atuação exigiu técnica e entrega. Larissa acompanhou relatos de enchentes recentes e vídeos de vítimas para compor a fragilidade da personagem Alzira, mãe que ressurge após o trauma. A artista buscou ver a dor e a força das sobreviventes em seu trabalho.
A trajetória de Larissa inclui formação em teatro pela UnB, mestrado em atuação na East15 (Londres) e passagem pela GITIS (Moscou). Ela se define como artista pesquisadora, buscando verdade cênica acima da técnica em cada personagem.
Formação e método de trabalho
A pesquisadora que atua na TV destaca que o segredo das cenas é ver o ser humano por trás da personagem. Em Londres entendeu Shakespeare; em Moscou, a técnica de Michael Chekhov desafia a atuação. Para TV, prioriza a entrega autêntica.
O envolvimento com o elenco mirim e o preparo é uma das funções que ela divide com Fernanda Rocha. Juntas, criaram o projeto Meu pequeno ator, voltado a crianças e famílias. A ideia é ampliar a atuação audiovisual sem perder a espontaneidade.
Projetos e ações paralelas
Além de atuar, Larissa prepara elenco para projetos como Chico Bento e Goiabeira Maraviósa e Carolina Maria de Jesus. Em 2020 dirigiu, roteirizou e atuou em Vírus, autoficção sobre a busca por identidade como mulher negra. O trabalho ganhou menção honrosa em Brasília.
Recentemente, integrou o elenco da série Emergência radioativa, da Netflix, no papel da enfermeira Nádia. A obra ficou por duas semanas no topo da lista internacional da plataforma. O filme A natureza das coisas invisíveis, disponível na Netflix, também figura entre marcos de sua trajetória.
De Brasília para São Paulo e caminhos atuais
A Andaime Cia de Teatro, cofundada por Larissa na UnB, completa 19 anos em 2026. A companhia investiga espacialidade e aproximação com o público, com ocupações de espaços não convencionais. A atriz afirmou que a mudança para São Paulo abriu novas oportunidades.
Ela ressaltou que a cidade oferece maior visibilidade e circulação de conteúdo audiovisual. Em Brasília, reconhece o valor da raiz, mas aponta que o mercado local não oferecia o mesmo leque de oportunidades. Em apoio aos jovens artistas, aconselha organização, estudo contínuo e produção de projetos.
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