- Em podcast, a atriz Marjorie Estiano falou sobre a decisão de não ter filhos, dizendo que nunca pensou nisso.
- Ela relaciona essa escolha à relação difícil com a mãe, Marilene Oliveira, na juventude e à defesa que criou para se proteger.
- A postura prática e a rejeição ao romantismo também apareciam em outros aspectos afetivos da vida.
- O distanciamento ocorreu quando a atriz se mudou para São Paulo, gerando um período de silêncio entre pai e mãe que, com o tempo, ganhou novas leituras.
- A terapia foi apresentada como ferramenta essencial de autoconhecimento e Marjorie defende que esse processo deveria ser ensinado desde cedo, junto às disciplinas básicas.
Marjorie Estiano abriu sua vida pessoal em um espaço pouco comum para a atriz: o podcast Isso Não É uma Sessão de Análise. Ela explicou por que não pretende ter filhos e como a relação com a mãe moldou essa decisão, além de falar sobre o papel da terapia em seu autoconhecimento.
Ao ser questionada sobre planos de maternidade, ela afirmou que nunca cogitou a ideia. Segundo a atriz, a convivência difícil com a mãe, Marilene Oliveira, desde a juventude, funcionou como forma de proteção contra feridas emocionais.
A artista detalhou que essa postura prática se estendia aos relacionamentos, afastando o romantismo. Ela descreveu-se como uma pessoa objetiva: não há interesse em ter descendentes.
Marjorie relembrou embates com a mãe durante a juventude, incluindo o distanciamento após a atriz se mudar para São Paulo. Ao longo dos anos, a maturidade favoreceu uma nova compreensão desse passado.
A terapeuta entrou como ferramenta de mudança, ajudando a enxergar as próprias defesas. A atriz disse que o autoconhecimento deveria ter lugar semelhante ao ensino tradicional.
Segundo ela, o processo terapêutico não apenas explicou a resistência ao afeto, mas mostrou que esse comportamento era uma defesa construída ao longo do tempo.
A declaração ocorre em meio ao debate público sobre maternidade opcional. A atriz afirma que a escolha não é falta, mas um caminho para entender quem é e o que deseja.
Mais do que um relato sobre filhos, o depoimento retrata autoconhecimento, coragem de olhar para dentro e a liberdade associada a compreender o próprio desejo.
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