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Pintora Paula Kamps, reconhecida por obras sobre memória, morre aos 36

Pintora Paula Kamps, conhecida por obras de memória em tons suaves, morre aos 36 anos; Sans Titre confirma falecimento sem divulgar a causa

Portrait of Paula Kamps.
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  • Paula Kamps morreu aos 36 anos; a galeria Sans Titre, de Paris, confirmou a morte na terça-feira, sem indicar a causa.
  • A pintora ficou conhecida por obras de flores e figuras desfocadas em tons suaves, tema recorrente de memória passageira.
  • Suas pinturas combinavam aquarela e tinta finas, com imagens que parecem ganhar ou perder foco.
  • Nascida em 1990 em Colônia, na Alemanha, estudou na Freie Universität Berlin, seguiu para a Kunstakademie Düsseldorf e teve Tomma Abts e Elizabeth Peyton entre seus mestres; formou-se em 2016.
  • Em 2021 realizou estreia solo em Chicago pela M. LeBlanc Gallery; passou a expor pela Sans Titre e, recentemente, em Zurique e Hong Kong, com mostra na Galerie Christine Mayer em 2026 acompanhada de um poema de sua autoria.

Paula Kamps, pintora conhecida por telas de tonalidades suaves que exploram memória, morreu aos 36 anos. A confirmação veio na terça-feira pela galeria parisiense Sans Titre, que não informou a causa.

Suas obras costumam abordar a fragilidade da lembrança, com lavagens finas de aquarela e tinta. Figuras e plantas parecem ganhar ou perder foco, em composições que flertam com o sonho.

Kamps nasceu em 1990 em Colônia, Alemanha. Ingressou na Freie Universität Berlin, depois estudou na Kunstakademie Düsseldorf, com mestre-estudante Tomma Abts e Elizabeth Peyton, formando-se em 2016.

Após a graduação, mudou-se para Chicago e fez sua estreia solo na M. LeBlanc Gallery em 2021, com obras como Granny’s U.F.O. e uso de técnicas wet on wet e aerografia.

Carreira e mostras

Nesse mesmo ano passou a exibir com a galeria Sans Titre. Também participou de exibições virtuais pela Platform de David Zwirner e de mostras presenciais em Hong Kong, Zurique e Paris. A última mostra em Zurique ocorreu neste ano na Galerie Christine Mayer.

Na mostra de Zurique, Christine Mayer abriu com um poema de Kamps intitulado Mistress of Good Advice, que encerra com versos sobre flores que murcham e segredos bem guardados. A autora também produziu livros de artista.

Sua produção inclui paisagens, naturezas-morta e retratos sonhadores, além de cenas surreais como pessoas com maquiagem borrada no rosto ou cabeças que se transformam em montanhas. As obras combinam pintura e técnicas de aplicação de tinta.

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