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E.T., nova aposta de humor do Multishow, tem momentos geniais

Humor de Tatá Werneck e Eduardo Sterblitch funciona melhor nas redes, com esquetes curtos que viralizam, enquanto as paródias na TV vacilam

Eduardo Sterblitch e Tatá Werneck, que estrelam 'E.T.'
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  • O programa E.T. – Edu e Tatá estreou no dia 19 de maio no Multishow e na Globoplay, com Tatá Werneck e Eduardo Sterblitch.
  • A série mescla stand-up, esquetes de besteirol, paródias e quadros encenados, com episódios de vinte e cinco minutos.
  • As partes mais fortes são esquetes curtos de humor situacional, como a feminista que acusa o acompanhante de machismo e o gamer que faz teorias conspiratórias.
  • As paródias de novelas, comerciais e programas de auditório em TV não têm o mesmo impacto que os quadros de internet; o improviso funciona melhor quando é breve.
  • As participações especiais de Fafá de Belém, Cauã Reymond, Fátima Bernardes, Paola Carosella e Fernanda Lima soam deslocadas, mas o duo apresenta vigor suficiente para sustentar a produção nos próximos episódios.

O humorista duo Tatá Werneck e Eduardo Sterblitch estreia o programa E.T. – Edu e Tatá, no Multishow. A série tem episódios de 25 minutos, exibidos desde 19 de maio, com exibição simultânea na Globoplay. A proposta mistura stand-up, esquetes, paródias e quadros curtos.

O formato funciona melhor fora da TV: as redes sociais viram o principal campo de expressão do elenco, especialmente nos quadros mais curtos e roteirizados. A produção é encarada como uma aposta de humor que dialoga com o público online, com alto potencial de viralização.

A dupla, que também assina a escrita, entrega momentos de genialidade em esquetes situacionais rápidos. Paródias de anúncios, novelas e programas de auditório aparecem com uma pegada que lembra Porta dos Fundos e outros humoristas contemporâneos.

Entre os destaques, dois esquetes se tornaram marcantes nos quatro primeiros episódios: uma cena com uma feminista que acusa o acompanhante de machismo e outra sobre um gamer que cria teorias conspiratórias. Cada um aborda temas recorrentes nas redes sociais, com humor ácido e observação social.

No entanto, quando o material chega à TV, alguns trechos parecem menos conectados ao público acostumado com o humor das plataformas digitais ou com a tradição britânica de comédia. Paródias de TV tradicional não atingem a mesma carga dramática de referências como Monty Python.

As participações especiais de Fafá de Belém, Cauã Reymond, Fátima Bernardes, Paola Carosella e Fernanda Lima geram efeito de auditório, mas podem soar deslocadas para parte do público. Ainda assim, o conjunto da obra preserva o ritmo ágil e a disposição de testar limites.

O saldo inicial é promissor para a dupla, que mantém o dinamismo físico e o humor sem pudor. A produção sugere potencial de amadurecimento nos próximos episódios, com acenos às redes e à TV, buscando equilíbrio entre formatos.

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