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Caso de Astrid evidencia que TV não é mãe de ninguém e demite sem dó

Astrid Fontenelle revela demissão por Zoom após dezenove anos no Grupo Globo, evidenciando a lógica empresarial da televisão e o desafio de recolocação aos 65

"Você é ótima, mas...": a desculpa ouvida por Astrid Fontenelle na hora da demissão já se tornou um clássico nos bastidores da TV
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  • Astrid Fontenelle deixou o Grupo Globo há aproximadamente seis meses, após dezenove anos na emissora.
  • A demissão foi comunicada por videochamada (Zoom) e ela disse estar “fora do ar” na sua vida profissional.
  • O texto destaca que, no televisão aberta, demissões costumam ocorrer por metas e reposicionamento comercial, não por apego emocional.
  • A situação é apresentada como parte de um padrão em que profissionais de longa data são dispensados de forma rápida ou até anunciados pela imprensa.
  • O artigo ressalta o desafio de se recolocar no mercado aos sessenta e cinco anos, mesmo para figuras com carreira consolidada.

Astrid Fontenelle saiu do Grupo Globo há seis meses, após 19 anos de atuação na emissora, e mantém magoada com a demissão. Em um painel no Rio2C, a apresentadora revelou ter sido dispensada por meio de videochamada, situação que impacta ainda sua atuação profissional aos 65 anos.

A experiência de Astrid não é isolada no setor de televisão. Ao longo dos anos, diversas personalidades, incluindo artistas, jornalistas e apresentadores, deixaram grandes emissoras com a sensação de terem sido descartadas sem consideração. Muitos apontam ingratidão, lembrando que dedicaram tempo, audiência e credibilidade à marca.

A relação entre televisão aberta e seus profissionais costuma se apresentar como intensa. O vínculo pode se confundir com a vida pessoal, mas, no âmbito corporativo, a decisão é baseada em metas de desempenho, custos e planejamento comercial. Desligamentos rápidos ou repentinamente anunciados são vistos como parte da lógica do negócio.

Na prática, a indústria prioriza próximos ciclos, patrocínios e índices de audiência. Nesse contexto, a demissão é ferramenta de reposicionamento. Astrid expõe um sentimento comum entre quem construiu carreira na TV: o apreço público pode perdurar, enquanto o relacionamento com a empresa pode terminar de forma abrupta.

A fala da apresentadora reforça a percepção de que, no meio, o carinho do público nem sempre se traduz em continuidade profissional. Enquanto a pessoa permanece como referência, a decisão empresarial segue o eixo do desempenho e da viabilidade econômica. E a busca por recolocação continua.

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