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Fusca exposto no MASP foi comprado usado e danificado por artista

Exposição no MASP revela Cosmic Thing, Fusca desmontado, obra que questiona modernidade e mobilidade, marcador de mais de três décadas de produção

A obra 'Cosmic Thing', de Damián Ortega: primeira vez no Brasil
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  • Damián Ortega inaugura no MASP a mostra Damián Ortega: matéria e energia, abrangendo 35 obras da sua trajetória.
  • Destaque da exposição: Cosmic Thing (Coisa cósmica, 2002), fusca desmontado e suspenso, pela primeira vez apresentado no Brasil.
  • A mostra fica no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand até 13 de setembro de 2026, com horários variados ao longo da semana e entrada gratuita em algumas frentes.
  • A curadoria é de Adriano Pedrosa e a exposição aborda temas como modernidade, mobilidade e transformação urbana, conectando Brasil e México.
  • Ingressos custam R$ 85 (inteira) e R$ 42 (meia-entrada).

Damían Ortega inaugura no MASP a primeira grande panorâmica dedicada ao artista no Brasil, apresentando 35 obras de mais de 30 anos de produção. A mostra, sob curadoria de Adriano Pedrosa, reúne trabalhos em diferentes linguagens e percorre capítulos relevantes de sua trajetória.

Entre as peças destaca-se Cosmic Thing, de 2002, uma das mais aguardadas. A obra mostra um Fusca desmontado, com cada parte suspensa, como se o automóvel tivesse explodido diante do espectador. A montagem oferece leitura sobre modernidade, mobilidade e transformação urbana.

A exposição reúne também obras como Controller of the Universe, que utiliza serras e ferramentas para remeter a uma explosão suspensa no tempo, dialogando com o mural de Diego Rivera. A curadoria reúne momentos-chave da produção do artista mexicano desde o underground até o circuito internacional.

A mostra e o processo criativo

Ortega dialoga com objetos cotidianos ao desmontá-los, revelando significados políticos e sociais. O artista relembra que a ideia do Fusca nasceu de um carro usado recebido pelo pai e de diagramas de reparação que o inspiraram a dissecar o veículo em peças. O resultado foi produzido com ajuda de colegas e trabalhadores locais, sem orçamento elevado.

O Fusca simboliza memória familiar e ascensão social, ao mesmo tempo em que remete a debates sobre industrialização e urbanização na América Latina. Segundo o artista, a obra funciona como diagrama gigante de funcionamento, um ecossistema de peças que constitui o todo.

Detalhes da exposição

Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand — MASP, Edifício Lina Bo Bardi. Até 13 de setembro de 2026. Horários: terças, 10h-20h; quartas e quintas, 10h-18h; sextas, 10h-21h (gratuito das 18h às 20h30); sábados e domingos, 10h-18h. Fechado às segundas. Ingressos: 85 reais (inteira) e 42 reais (meia). A mostra oferece uma visão abrangente da produção de Ortega e de suas leituras sobre memória, tecnologia e sociedade.

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