- Em agosto de 1962, após a morte de Marilyn Monroe, Warhol passou a criar mais de cinquenta retratos da atriz, usando uma foto de divulgação de Niágara.
- Entre as obras estão Gold Marilyn, Marilyn Monroe’s Lips e Marilyn Diptych, com séries que alternam cores vivas e preto e branco para sugerir o esmaecimento da estrela.
- O momento marcou a virada de Warhol, que explorava repetição de imagens e começou a usar serigrafia para obter efeito de linha de montagem.
- Em 1967, Marilyn Monroe foi a primeira série de portfolios de serigrafia da Factory Additions, cada obra exigindo cinco telas.
- Em 1964, quatro Marilyns foram perfuradas no estalo do incidente “Shot Marilyns” — as peças tornaram-se icônicas e atingiram alto valor no mercado.
Andy Warhol homenageou Marilyn Monroe de forma marcante, gerando uma das séries mais icônicas da arte pop. A linha do tempo começa em agosto de 1962, após a morte da atriz aos 36 anos, quando o publicitário e artista passou a retratar Monroe repetidamente.
Entre as obras, destacam-se Gold Marilyn (1962), que remete a uma iconografia quase religiosa, e Marilyn Monroe’s Lips (1962). O Marilyn Diptych (1962) apresenta 25 imagens coloridas e 25 em preto e branco, sugerindo o desgaste da fama.
A morte de Monroe coincidiu com a inauguração da primeira grande exposição de Warhol em Los Angeles, na Ferus Gallery. O artista já explorava a repetição de imagens, que viria a ser essencial em sua produção.
O uso da silk-screen elevou a produção em massa e a velocidade de repetição de imagens. Warhol combinava pintura de fundo com silkscreen, gerando variações nas cores e pequenas falhas intencionais.
Nathan Gluck, assistente de ateliê, sugeriu a silk-screen como técnica rápida para a série. O método se espalhou para retratos de outras celebridades, mas Monroe, Jacqueline Kennedy e Elizabeth Taylor renderam respostas mais contundentes.
Quatro Marilyns de 40 por 40 polegadas ficaram famosas por terem sido atingidas por uma intervenção de Dorothy Podber em 1964, no estúdio Factory. Os “Shot Marilyns” foram restaurados e mantêm marcas visíveis do incidente.
Os preços viraram referência histórica: o Shot Red Marilyn foi vendido por 4 milhões em 1989, e o Sage Blue Marilyn atingiu mais de 195 milhões em 2022, recorde para uma obra do século XX.
Legado e impacto
Para críticos e curadores, a série Marilyn de Warhol revela uma síntese entre adoração cultural e consumo de ícones. A repetição e as falhas de registro criam uma leitura humana sobre a celebridade.
A produção de Warhol, iniciada com o quadro publicitário e evoluída pela produção em massa, consolidou o papel do artista como comentador da cultura de imagens. Monroe tornou-se parte central desse diálogo.
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