- Wagner Moura abriu uma queixa-crime na Justiça do Rio contra Silas Malafaia, após o pastor chamá-lo de “cretino” e “esquerdista de araque”, visando condenação por difamação e injúria (até quatro anos de prisão).
- A defesa afirma que as declarações foram feitas em redes sociais sobre o filme O Agente Secreto, que trata da ditadura militar e concorre ao Oscar.
- Os advogados dizem que as ofensas foram injuriosas e difamatórias, com o claro objetivo de macular a honra do ator, que tem trajetória artística reconhecida e participa do debate público.
- A defesa aponta que Malafaia já foi condenado a Felipe Neto e responde a processos por ofensas a generais, sugerindo que ele costuma atacar pessoas de forma a ultrapassar o debate público.
- A ação foi recebida pela 5ª Vara Cível da Barra da Tijuca e tramita em segredo de justiça; Malafaia afirmou que Moura terá que processar centenas de milhares de pessoas com opiniões semelhantes.
Wagner Moura abriu uma queixa-crime na Justiça do Rio de Janeiro contra Silas Malafaia após o pastor chamá-lo de cretino e esquerdista de araque. O ator pede a condenação por difamação e injúria, com pena prevista de até quatro anos de prisão. A informação foi publicada pela coluna de Monica Bergamo, na Folha de S. Paulo.
Segundo a defesa, as declarações de Malafaia extrapolaram a liberdade de expressão. Os advogados argumentam que, apesar da carreira de Moura ser reconhecida há mais de duas décadas, as ofensas foram injuriosas e visaram macular a honra do artista. A acusação aponta que o conteúdo atingiu a honra subjetiva e objetiva de Moura.
A queixa-crime tramita na 5ª Vara Cível da Barra da Tijuca, com segredo de justiça. Os advogados destacam que as postagens tiveram centenas de milhares de visualizações, ampliando o alcance da suposta ofensa. Também questionam se houve uso de recursos públicos para fins de promoção do filme.
Contexto e resposta do réu
Malafaia afirmou, em resposta, que Moura terá que processar centenas de milhares de pessoas com opiniões semelhantes nas redes. Em vídeo, o pastor pediu que o artista esclarecesse publicamente se recebeu recursos para financiar o filme O Agente Secreto, que aborda a ditadura militar e concorre ao Oscar.
A defesa de Moura sustenta que as mensagens atribuídas a Malafaia sugerem conduta imoral e uso de verbas públicas para promover uma imagem de governo considerado corrupto. Segundo os advogados, a tentativa é associar o ator a práticas questionáveis sob o argumento de opinião pública.
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