- O mosaico Rampant Bull, na Galleria Vittorio Emanuele II, em Milão, foi restaurado e voltou a ficar aberto ao público na segunda-feira.
- O custo da restauração foi de € 30 mil. A intervenção gerou críticas por supostamente ter apagado os testículos do touro.
- Visitantes e usuários nas redes questionaram o que aconteceu com essa parte anatômica e compararam o touro a um boi.
- O vereador Marco Granelli afirmou que o local é um patrimônio vivo que se desgasta com o uso frequente, justificando a intervenção.
- O touro simbolizava Turim no momento de sua criação, e o mosaico é parte de um conjunto histórico na galeria, construída entre 1865 e 1877.
A restauração de um mosaico do Rampant Bull, símbolo da cidade de Turim, instalado na Galleria Vittorio Emanuele II, em Milão, foi concluída e o piso voltou a ficar acessível ao público nesta semana. A intervenção, realizada para reparar desgaste causado pelo tráfego de visitantes, gerou críticas por supostamente ter apagado um detalhe anatômico-chave do touro. A obra custou cerca de €30 mil.
O mosaico, criado no século XIX, volta à visitação com as alterações visíveis no chão da galeria. A prefeitura de Milão e a equipe de restauro afirmam que a intervenção preserva o conjunto histórico, reduzindo danos causados pela repetição de passos dos turistas. A restauração foi conduzida por o restaurador Gianluca Galli, com início de trabalhos há meses.
Marco Granelli, vereador de Milão, publicou fotos do mosaico refeito em redes sociais, destacando a importância do patrimônio. A publicação, no entanto, repercutiu para críticas públicas, com internautas questionando se o remendo teria excluído o elemento associado ao ritual popular do local.
Segundo relatos da imprensa, o Rampant Bull, símbolo da então capital italiana quando o mosaico foi criado, ficou parcialmente sem o detalhe considerado problemático por causa do desgaste. A galeria, construída entre 1865 e 1977, é um dos espaços comerciais mais antigos e visitados da cidade, recebendo fluxo intenso de turistas.
A controvérsia gerou comparações com outras obras italianas que sofreram desgastes por visitas, como estátuas históricas que passaram por restauros de forma reiterada. A prefeitura reforçou que a galeria permanece aberta e operando como “lugar de patrimônio vivo”, sujeito a intervenções de conservação para manter seu estado.
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