- Lázaro Ramos, 47, falou sobre representatividade nos bastidores da televisão brasileira, especialmente entre os autores de novelas.
- Em entrevista ao site Heloisa Tolipan, destacou a importância de profissionais negros em posições de comando, citando Elísio Lopes Jr., que assina “A Nobreza do Amor” ao lado de Duca Rachid e Julio Fischer.
- Disse que o momento é de crescimento, mas ainda há ressalvas sobre o rótulo de “primeiro autor negro”, porque há talentos que podem contribuir ainda mais.
- Reforçou a necessidade de ampliar a diversidade não só na tela, mas também nos espaços de criação e decisão.
- Observou que, embora não tenha sido o primeiro protagonista negro da teledramaturgia brasileira, contribuiu para consolidar a presença de protagonistas negros em produções de alcance nacional, lembrando seu papel em “Cobras e Lagartos” (2008).
Lázaro Ramos, 47, abriu o jogo sobre inclusão nas novelas brasileiras durante entrevista ao site Heloisa Tolipan. O ator destacou a importância de ter negros em posições de comando nas produções da televisão, citando o caso de Elísio Lopes Jr., que assina a novela A Nobreza do Amor ao lado de Duca Rachid e Julio Fischer.
O artista, que vive o vilão Jendal na novela das seis da Globo, afirmou que o momento é de crescimento, mas que ainda há espaço para avanços. Ele ressaltou a necessidade de ampliar a diversidade não apenas diante das câmeras, mas também entre os criadores e tomadores de decisão.
A observação se soma a um debate público que ganhou força nos últimos anos sobre representatividade na dramaturgia. Ramos: a mídia precisa valorizar talentos negros em funções decisivas, não apenas em papéis protagonistas ou de apoio.
Para contextualizar, o veterano da teledramaturgia não foi o primeiro protagonista negro da televisão brasileira. Zózimo Bulbul protagonizou Vidas em Conflito, na antiga TV Excelsior. Em 2008, Ramos interpretou Foguinho em Cobras e Lagartos, de João Emanuel Carneiro, marco em sua trajetória.
Entre na conversa da comunidade