- Cara Delevingne, 33 anos, revelou em podcast que chegou a vender drogas durante a adolescência para financiar o próprio consumo.
- Ela começou a usar aos 14 anos e, para manter o hábito, vendia parte das substâncias; disse que usava para “ficar sem dinheiro” e que nem era uma boa traficante.
- A cetamina foi uma das drogas com que teve mais dificuldades, e ela afirmou usar para fugir de sentimentos que não conseguia processar.
- Durante esse período, houve episódios de alucinação e ideação suicida, incluindo a percepção de que o pai era Deus e a mãe, o diabo.
- Hoje sóbria, a artista reconheceu a reabilitação baseada nos 12 passos como a melhor opção e destacou a importância da rede de apoio.
Cara Delevingne revelou que, na adolescência, chegou a vender drogas para sustentar o próprio consumo. A confissão veio ao vivo em entrevista recente, quando a artista discutiu a relação entre dependência química e início precoce das substâncias.
A britânica, hoje com 33 anos, afirmou ter experimentado substâncias aos 14 anos e, com o tempo, passou a comprar para vender e manter o hábito. Ela relatou que parte do que comprava era consumida, o que gerou prejuízo financeiro e problemas de controle.
Na análise sobre o período, a cantora descreveu que o uso de cetamina foi particularmente desafiador e que o consumo funcionava como fuga de sentimentos difíceis. Também mencionou episódios de alucinações durante a adolescência.
Histórico de dependência e impactos na saúde mental
Segundo a artista, a dependência agravou a saúde mental na juventude, com pensamentos suicidas surgindo conforme o quadro se intensificava. O relato aponta para um colapso de percepção da realidade e de vínculos familiares.
Ela explicou que a pressão escolar e a sensação de não atender às próprias expectativas contribuíram para o quadro depressivo. O episódio de crise trouxe alterações no funcionamento emocional e na autoimagem.
Conforme o relato, houve momentos em que a dependência ganhou maior controle sobre a vida cotidiana, levando a alterações de humor extremas e a uma sensação de desamparo frente aos traumas vividos.
Caminho para a reabilitação e visão sobre tratamento
A artista informou ter buscado tratamento baseado no modelo dos 12 Passos, mantendo o foco na recuperação contínua. Ela afirmou que encontrou apoio na comunidade e reconheceu a importância da convivência no processo terapêutico.
A entrevista também reforçou que o tratamento não envolve vergonha, destacando a conexão criada pelo método como parte essencial da recuperação. A cantora ressaltou efeitos positivos na própria carreira após adotar a terapia.
Ainda conforme o relato, a decisão de buscar ajuda surgiu ao reconhecer a necessidade de tratar não apenas os hábitos, mas as causas profundas do sofrimento. O objetivo foi sustentar a sobriedade a longo prazo.
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