- Kyung-Me, que unem traços em desenhos em preto e branco inspirados em The Tale of Genji, mudou de meio após passar dez anos retratando mulheres presas em ambientes labirínticos.
- Suas obras anteriores, como The Marriage (2022), The Profession (2022) e Papillon de Nuit VI (2019), exploram interiores vastos com perspectiva de um só ponto e alta riqueza de detalhes.
- Cansada da obsessão por perfeição e com dor no braço, a artista decidiu aprender a pintar, buscando soltura e equilíbrio entre energias opostas, influenciada pela filosofia de Sungsook Setton (pintura asiática).
- O novo trabalho usa tinta e aquarela para criar grandes girassóis, começando com abstrações e evoluindo para cores, com o processo marcado pela liberação do controle e pela aceitação de falhas.
- As novas pinturas de Kyung-Me estão em exibição na galeria Bureau, em Nova York, neste verão, destacando uma abordagem mais solta e viva que contrasta com a produção anterior.
Kyung-Me surpreendeu o público ao alterar radicalmente o rumo de sua obra. Depois de passar anos desenhando mulheres presas em labirintos, a artista mudou o foco para a pintura, buscando soltura e fluidez.
A mudança ocorreu após ela perceber que dedicava uma década a representar espaços fechados, o que começava a afastá-la da própria prática. O cansaço físico e a sensação de repetição apontaram o caminho para outra linguagem.
Ela descreve a transição como um desejo de desfazer rigidões, aprender algo novo e buscar equilíbrio entre energias opostas. Foi então que ingressou em uma aula de pintura e encontrou na filosofia de Sungsook Setton um norte para o trabalho.
Nova fase criativa
O novo trabalho de Kyung-Me abandona a geometricidade anterior em favor de grandes giras de girassóis pintados com aquarela e nanquim. As obras exaltam cor, movimento e uma sensação de improviso controlado.
As pinturas atuais são criadas de forma rápida e intuitiva, com decisões tomadas no momento da aplicação. Em cada quadro, a artista busca capturar brilho e sombra em uma única forma central, que irradia energia.
A série recente, exposta nesta temporada na galeria Bureau, em Nova York, usa repetição de formas e cores para transmitir fertilidade de expressão. A técnica combina traços soltos com camadas de pigmento para criar presença gestual.
Entre na conversa da comunidade