- Angélica revelou, em participação no podcast Cá Entre Nós, a rivalidade entre ela, Xuxa e Eliana nos anos 90.
- A discussão ocorreu enquanto as três dominavam a TV infantil, sob intensa atenção da mídia e do público.
- Ela disse que a competição era uma construção externa que acabou sendo internalizada pelas próprias artistas.
- A apresentadora apontou que a narrativa beneficiava a mídia e, indiretamente, homens, em detrimento das próprias mulheres.
- No decorrer do relato, Angélica afirmou que houve um momento de reconhecimento da artificialidade e mudança na forma de encarar a relação profissional entre elas.
Angélica revelou detalhes sobre a rivalidade com Xuxa Meneghel e Eliana nos anos 90, período em que as três dominavam a televisão infantil brasileira. A fala ocorreu durante participação no podcast Cá Entre Nós, conduzido por Fátima Bernardes e Beatriz Bonemer.
A apresentadora destacou que a disputa era amplamente alimentada pela mídia e pela opinião pública, criando uma narrativa de competição constante entre as três profissionais, sempre sob os holofotes.
Ela lembrou que, na prática, a rivalidade parecia real para quem acompanhava a imprensa na época, e que a percepção acabou internalizada pelas próprias apresentadoras, fortalecendo o imaginário de competição entre elas.
Contexto da rivalidade
A análise de Angélica aponta que o confronto era notadamente ampliado pela visibilidade na televisão, transformando a convivência profissional em um duelo público entre as anfitriãs de programas infantis.
Segundo a apresentadora, a dinâmica também beneficiava a imprensa e, em certa medida, homens da indústria, mas não contribuía para as próprias artistas, que eram incentivadas a competir entre si.
Ela observou que esse formato servia como modelo para o público, incluindo fãs, e que as próprias meninas eram estimuladas a replicar o comportamento de rivalidade que lhes era apresentado pela mídia.
Mudança de narrativa
Angélica afirmou que houve um momento de quebra nessa lógica e que as protagonistas reconheceram a artificialidade da rivalidade, decidindo abandonar a linha de confronto para adotar uma relação profissional mais colaborativa.
A mudança de perspectiva foi descrita pela apresentadora como um ponto de virada na maneira como as profissionais se enxergavam e anunciavam a transformação de seus espaços na televisão.
A conclusão de Angélica indica que a rivalidade, antes legitimada pela cobertura midiática, deixou de ser o modo dominante de atuação entre as apresentadoras, abrindo espaço para uma relação mais institucional entre elas.
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